Discípulo do Mestre e Senhor Jesus Cristo

A Graça da Garça

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Após resposta de Silas Malafaia, blogueiros rebatem afirmações do pastor: “Ilustre desconhecido ou corrupto conhecido?”

Após a resposta do pastor Silas Malafaia aos blogueiros que criticaram o desafio lançado por ele, de refutar a teologia da prosperidade, novos artigos, rebatendo as palavras do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foram publicados.
Malafaia afirmou, em um texto assinado por ele e publicado em seu site, que “ilustres desconhecidos” o estavam criticando e difamando.
Em resposta, o pastor Márcio de Souza, colunista do Gospel+, respondeu dizendo que “para algumas pessoas, mais vale o poder de vomitar besteiras boca à fora, prevalecendo através de bens materiais recebidos através de trocas de favor espúrias do que estar no centro da vontade de Deus”.
O colunista afirma ainda que apesar de “não ser famoso, não ter jatinho, nem carro blindado ou relógio de ouro, jamais carregarei sobre as minhas costas o peso de entregar o nosso povo, nem de fazer aliança com quem não tem aliança com Deus”
Leia a íntegra do artigo “Ilustre desconhecido ou corrupto conhecido?”, do pastor Márcio de Souza neste link.
O blogueiro Ruy Marinho publicou no Bereianos o artigo “Resposta de um ‘ilustre desconhecido’ a um famoso corrompido”,  em repercussão à mesma afirmação de Malafaia. Segundo ele, a postura do pastor demonstra incapacidade de responder às refutações feitas por blogueiros como ele à teologia da prosperidade.
-Considero a resposta  do Pr. Silas como vazia e infundada, além do tom ofensivo e de deboche, com palavras que somente pessoas psicologicamente abaladas podem pronunciar. Posso deduzir que tal atitude partiu do fato de que ele não foi capaz de replicar o que apontamos na própria Bíblia – escreveu Marinho.
Em outra publicação, Marinho afirma que “há alguns anos o tele-pastor desvirtuou-se de sua posição clássica contrária aos modismos e heresias, inclusive que ele mesmo criticava e condenava, para aderir à perniciosa teologia da prosperidade”.
Nessa publicação, Marinho rebate a pregação do pastor Silas Malafaia ponto a ponto, e ressalta que Silas Malafaia “vem promovendo uma série de distorções bíblicas e heresias gravíssimas, além de abrir a porta para pregadores heréticos da tal teologia mercantilista vindos de outros países”.
Confira abaixo a íntegra do artigo “Refutação Bíblica a palavra do Silas Malafaia sobre ‘Uma Vida de Prosperidade’”:
Recentemente, o tele-pastor Silas Malafaia veio a público desafiar os ”blogueiros, críticos de meia-tigela e sites de bandidos travestidos de evangélicos… quem planta notícia em internet, invejosos, caluniadores…” [1], a mostrar biblicamente onde é que se encontram as falhas teológicas de sua pregação sobre a teologia da prosperidade, que “ele prega e crê” [2].
Talvez o título dessa postagem fosse mais conveniente com a frase: Ensinando Silas Malafaia a deixar a colher e comer de garfo! Seria uma resposta a própria afirmação dele de que, quem o critica “come de colher e quer ensiná-lo a comer de garfo”. Porém, não posso deixar de lado o que a Bíblia diz em 1 Pedro 3.14-17:
“Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom? Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem aventurados sois, Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados, Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pede razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo, porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal.” (negrito do autor)
É de conhecimento de todos que, há alguns anos o tele-pastor desvirtuou-se de sua posição clássica contrária aos modismos e heresias, inclusive que ele mesmo criticava e condenava [3], para aderir à perniciosa teologia da prosperidade. Com isso, o mesmo vem promovendo uma série de distorções bíblicas e heresias gravíssimas, além de abrir a porta para pregadores heréticos da tal teologia mercantilista vindos de outros países. Basta pesquisar aqui no blog para constatar que existem inúmeros artigos de refutação e denúncias das práticas anti-bíblicas de Silas. Inclusive, destaco um ótimo resumo crítico que foi publicado recentemente no Púlpito Cristão, no qual você pode ver aqui!
Embora Silas Malafaia tenha feito o desafio com um tom ofensivo de deboche e covardia, eu farei a refutação de sua palavra supra-citada não pelo desafio em si, mas pelo dever em defender o evangelho, aja visto ter detectado em sua pregação várias distorções bíblicas e conclusões errôneas feitas pelo tele-pastor, referentes ao que ele defende. Portanto, para ser mais direto e categórico, vou me conter em refutar somente a pregação do Silas Malafaia neste programa específico, onde ele desafia os blogueiros (dos quais incluo-me).
A primeira parte de sua pregação – com base na teologia da prosperidade – denominada “uma vida de prosperidade”, foi ao ar no último sábado, dia 2 de maio de 2012. Veja abaixo:





Em sua pregação, para começar ele cita três pontos que serão abordados: o que é a oferta, características de um ofertante e o resultado na vida do ofertante. Silas utiliza 2Co 9.1-15 de uma maneira desconexa e fragmentada, utilizando somente de alguns versículos desta passagem para fazer a sua defesa da teologia da prosperidade, algo normal de uma pessoa que prega tal conceito, pois não há o costume de utilizar uma pregação expositiva equilibrada. Ele ainda afirma que esta passagem é o “melhor compêndio no Novo Testamento sobre o assunto”.
Porém, ao sair do círculo fechado e fragmentado que Silas arma em torno de 2Co 9.1-15, afirmando a prosperidade financeira como recompensa para todos os crentes que ofertam, não tem como ignorar todo o contexto bíblico que trata de dinheiro, principalmente as passagens que afirmam o contrário do que Silas defende. Como harmonizar, por exemplo, a sementeira e a colheita de 2Co 9 com esta outra passagem que diz “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (I Tm 6.8-10, ARA) ?
O que dizer então das palavras do Mestre: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão! Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mt 6.19-24, ARA ) ?
Enquanto uma passagem supostamente afirma (segundo Silas) que podemos ofertar com a promessa de prosperidade financeira plena, outras afirmam exatamente o contrário, que não devemos enfatizar a prosperidade financeira! Tem alguma coisa errada aí! Será que Silas Malafaia está pregando algo correto à luz do contexto bíblico? Será que Deus ficaria preso na condição de obrigação em recompensar financeiramente quem oferta?
2Co 9.1-15 pode ser o “melhor compêndio” sobre o assunto conforme ele afirma, porém não é o único, principalmente no Novo Testamento! Não se pode interpretar uma passagem isolada de outras que tratam do mesmo assunto (regra básica de hermenêutica).
Quando desfragmentamos os versículos isolados que Silas utiliza e analisamos a luz do contexto imediato desta passagem, veremos facilmente que o foco de Paulo não é a prosperidade financeira para os crentes em resposta ao ato de ofertar, mas sim a necessidade de ajudar financeiramente – com alegria e deliberadamente – os irmãos mais pobres. Paulo usa como exemplo aos Coríntios (uma igreja com membros financeiramente estáveis) de como os irmãos macedônios foram generosos nas ofertas enviadas à igreja de Jerusalém. Mesmo com sérias limitações financeiras (profunda pobreza, 2Co 8.2) eles tiveram alegria em ajudar os irmãos pobres. Este exemplo deve ser aplicado a nós nos dias de hoje com total significância. Porém, não com o objetivo de barganhar com Deus, esperando algo em troca.
Uma pergunta que devemos fazer: será que as ofertas e desafios financeiros que, tanto Silas Malafaia, quanto os demais tele-pastores fazem em seus programas são destinados aos pobres da Igreja? Não, pois eles categoricamente afirmam qual é o destino do dinheiro doado em suas coletas: sustentar os programas de TV (valores milionários), viagens nacionais e internacionais, mega-cruzadas caríssimas, jatinho particular etc. Posso estar errado, mas eu nunca vi Silas fazendo um desafio financeiro para ajudar os pobres da Igreja.
Continuando a análise ao vídeo, Silas comete outro erro grave: ao citar 2Co 9.4, ele afirma que “a oferta tem sólida base no mundo espiritual”. Para chegar a esta conclusão, ele utiliza a tradução bíblica Almeida Corrigida Fiel onde diz na parte final “…firme fundamento de glória”[4]. Porém, ao analisar melhor outras traduções da bíblia (inclusive o grego original), bem como o contexto direto (vs 1 a 4), veremos exatamente o que Paulo afirma: “Não tenho necessidade de escrever-lhes a respeito dessa assistência aos santos. Reconheço a sua disposição em ajudar e já mostrei aos macedônios o orgulho que tenho de vocês, dizendo-lhes que, desde o ano passado, vocês da Acaia estavam prontos a contribuir; e a dedicação de vocês motivou a muitos. Contudo, estou enviando os irmãos para que o orgulho que temos de vocês a esse respeito não seja em vão, mas que vocês estejam preparados, como eu disse que estariam, a fim de que, se alguns macedônios forem comigo e os encontrarem despreparados, nós, para não mencionar vocês, não fiquemos envergonhados por tanta confiança que tivemos.”(NVI, grifo meu)
Portanto, concluímos facilmente duas coisas: primeiro, que não se deve fazer uma exegese profunda em um texto bíblico considerando somente uma tradução da bíblia; segundo, que a passagem em si não há, absolutamente, nada de super sobrenatural como Silas afirma, mas a passagem narra a demonstração de confiança e orgulho que Paulo tinha pelos crentes de Corinto, na certeza dos mesmos ajudarem através das ofertas os irmãos pobres da Judéia, conforme fizeram os irmãos da Macedônia.
Mais um erro teológico de Silas: Ele cita, estranhamente de forma fragmentada parte de 2Co 9.5, onde diz “…e preparassem de antemão a vossa bênção” [negrito meu], afirmando que a palavra “benção” nesta passagem significa “um meio de receber favor Divino e meio de felicidade”. Ou seja, segundo Silas, em resposta a oferta haverá uma ação direta de Deus em abençoar os ofertantes! Isto é uma distorção forçada do texto, pois no contexto direto a palavra bençãoestá direcionada a uma ação direta dos ofertantes aos que receberiam as ofertas! Embora reconheça que Deus pode, segundo a vontade Dele, abençoar a vida financeira de quem ajuda, não é o que este versículo em si afirma. Os “abençoados” são os que recebem as ofertas e não os que ofertam!
Veja a mesma passagem em outra tradução: “…concluam os preparativos para a contribuição que vocês prometeram. Então ela estará pronta como oferta generosa, e não como algo dado com avareza.” (NVI, negrito meu) No original grego, a palavra utilizada é eulogia (benção), empregada neste contexto como”generosidade” [5]. Lembrando que o significado da palavra “benção” é variável, no caso desta passagem se enquadra na definição de “expressão ou gesto com que se abençoa. Benefício, favor especial.” [6]
Continuando, Silas cita 2Co 9.10 “Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça”, afirmando que Deus nos dá a semente para ofertar. Está correto! Afinal, Deus é o provedor de tudo, o homem não dá do que é propriamente seu, e sim daquilo que Deus lhe tem dado (veja At 17.25). Mas, para quê serve esta semente que Deus nos dá? Para sustentar ministérios milionários de tele-pastores que cada vez mais ficam ricos para esbanjar “prosperidade”, em troca de uma suposta benção financeira sobrenatural? Não!
A semente que provém de Deus é para ajudar os pobres da igreja para que todos sejam abençoados e Deus seja glorificado! Veja o contexto direto no versículo 9: “Como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre” (ACF, negrito meu), uma citação que Paulo faz de Salmos 112.9 para mostrar que a generosidade à quem precisa é característica de todo Cristão. Deus abençoa a nossa vida para “aumentar os frutos da nossa justiça”(vs9), para “toda a generosidade”(vs11) e para “suprir as necessidades dos santos” (vs10). Ou seja, Deus pode, segundo a vontade Dele, prover em nossas vidas quando ajudamos os pobres da Igreja, principalmente para aumentar a possibilidade desta ajuda continuar cada vez mais: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (1Jo 3.16-17, ARA)
Mais um erro de Silas: Ele cita parte do VS 12 “…porque a administração deste serviço”, para afirmar que a oferta é um serviço para Deus. Logo em seguida, ele cita 1Co 15.58 que diz “que o nosso trabalho não é em vão” para afirmar que, se é um trabalho, Deus vai recompensar. Ainda cita Jr 21.14 que diz “o Senhor recompensará a cada um segundo o fruto das tuas ações”. E termina afirmando que: “se a oferta é um serviço para Deus, Ele vai nos recompensar da mesma forma que alguém trabalha e tem que receber salário.”
Errado Pr. Silas! O contexto de 1Co 15.58 em nenhum momento é formalizado um contrato de trabalho entre nós e Deus com promessa de honorários financeiros, muito pelo contrário, fala da esperança que os Coríntios deveriam ter no dia da ressurreição para continuarem perseverando na fé, mesmo sob ensinos falsos e várias tentações, sabendo que os esforços para o serviço à Deus nunca será em vão (veja Is 65:17-25).
Segue o contexto direto da passagem em questão: “Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?  O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” [1Co 15.50-58, ACF, negrito do autor].
E sobre Jeremias 21.14, veja o que diz: “Eu vos castigarei segundo o fruto das vossas ações, diz o SENHOR; e acenderei o fogo no seu bosque, que consumirá a tudo o que está em redor dela.” (ACF) O texto fala de castigo e não de recompensa financeira! Que distorção bíblica grosseira Pastor Silas!
Dando continuidade na análise do vídeo, Silas agora discorre para os resultados na vida de um ofertante. Logo de cara ele afirma que “Deus trabalha com a lei da recompensa”. Para tal afirmativa, ainda divide esta lei em “5 leis que funcionam na vida de um ofertante”. Chamo a atenção para algo gravíssimo: colocar a condição de lei para Deus é neutralizar a onisciência Dele! É afirmar que Deus trabalha somente em troca do nosso dinheiro! Afinal, se temos que cumprir esta lei, Deus também tem o dever de cumpri-la. Estaria Deus amarrado em uma condição humana?
Para a 1ª lei, Silas utiliza 2Co 9.6 afirmando a “lei da semeadura”: “E digo isto: o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” Esta passagem está em conexão com todo o contexto direto, no qual já tratamos nesse artigo (veja explicação acima sobre os versos 9 e 10).
Se esta suposta lei da semeadura financeira funcionasse como Silas afirma, porque existem cristãos pobres que precisam de ajuda da própria Igreja? Falta de fé para ofertar o que não tem? Porque então Paulo organizou esta coleta de ofertas aos Pobres da Judeia, ao invés de fazer um desafio financeiro para eles serem abençoados com a lei da semeadura? Inclusive o próprio Paulo passou por muitas necessidades ( Fp 4.10-20, 2Co 11.27). Porque Jesus se fez pobre durante seu ministério na terra (2 Co 8.9) não tendo sequer aonde reclinar a cabeça (Mt 8.20)? Porque Jesus também disse que dificilmente entraria um rico no reino dos Céus (Mt 19.23-24), e ainda disse para não juntar tesouros na terra, mas no Céu (Mt 6.19-24)? Estaria Paulo pregando uma teologia contrária à Bíblia e entrando em contradição consigo próprio? Claro que não! A teologia contrária a Bíblia é a que Silas Malafaia tenta defender sem êxito.
Paulo cita esta metáfora baseada na vida agrícola para mostrar que, aquilo que é doado nunca se perde, é semeado. Embora Deus, às vezes, proveja uma colheita generosa no terreno físico, principalmente para aumentar as possibilidades de ajuda aos pobres da Igreja, esse não é o padrão e nem é a promessa do Novo Testamento, muito pelo contrário, veja: 2 Co 8:9, 11:27, Lc 6:20-21, 24:25, Tg 2:5.
Tentando justificar a demora na “colheita” de muitos, Silas ainda faz uma analogia entre o tempo de cumprimento da “lei da semeadura” com as sementes de frutas naturais. Dentre várias frutas, ele cita tamarindo, uma fruta que demora até 60 anos para começar a dar frutos. Com isso, ele justifica que pode demorar muito para alguém receber o pagamento da tal “lei da semeadura”. Ou seja, o que você ofertar, talvez nem receba de Deus nesta vida. Na verdade, trata-se da famosa “desculpa espiritual” dos adeptos da teologia da prosperidade para os que não receberam a sua colheita, mesmo depois de ofertar. Engraçado que na hora dos desafios televisivos é exaustivamente enfatizado que Deus vai nos abençoar, que vamos colher cem vezes mais, que vamos ter uma vida próspera, que vamos pagar nossas contas e ter prosperidade em abundância etc.
Na 2ª lei, Silas cita 2 Co9.7 onde diz “…porque Deus ama a quem dá com alegria”, o que seria a “lei do amor de Deus sobre o ofertante”. Logo após, solta uma pérola histórica: “você não vê Deus usando essa palavra de amor pra salvação” E ainda pede para avisá-lo se alguém souber de outra passagem bíblica que utiliza esta expressão de amor de Deus, pois ele não sabe de tudo da Bíblia.
Sinceramente, alguém que faz tal afirmação deixa-me mais desconfiado ainda do quanto a pessoa é desprovida de conhecimento Bíblico, veja: Jo 3.16 “PorqueDeus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (negrito meu) Leia também 1Jo 4.9 e Rm 5.8.
A 3ª lei, segundo Silas, consta no versículo 8, onde diz: “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra,”(ARA) o que seria a “lei total do favor de Deus, a graça”. Silas afirma – corretamente – que a graça é o favor imerecido, benevolente e amoroso de Deus para o homem. Mas comete um erro gravíssimo afirmando que “a oferta chama a graça de Deus para nós”. Ora, se a graça é um favor imerecido, como pode ser merecido ao mesmo tempo?
Para piorar, segundo este pensamento Silas afirma que através da oferta nós podemos obter soluções de problemas emocionais, curas e soluções de problemas financeiros. Enfim, erros gravíssimos e infantis que nem um aluno novo de Escola Bíblica dominical confunde.
O versículo em questão não dá margem para esta interpretação incorreta. No verso 8 diz que Deus pode nos abençoar para sermos um instrumento de sua graça, fazendo que tenhamos o suficiente para continuar ajudando os pobres. Quando os santos carentes recebem uma generosa doação de outros crentes, eles reconhecem que Deus é a fonte da generosidade, reconhecendo o dom inefável de Deus (vs 15). E assim eles respondem com ações de graças e louvor a Deus por Sua graça em suas vidas (v. 11). E isto acontece segundo a vontade Dele e não por nosso merecimento. Nós não merecemos e nunca vamos merecer a graça Dele, é Ele quem nos ama e nos concede a sua graça, segundo o Seu querer.
A 4ª lei que Silas cita, segundo 2Co 9.9 é a “lei da multiplicação”, que na verdade é o mesmo que a “lei da semeadura”. Ou seja, a refutação para a 1ª lei serve para esta 4ª lei também.
Enfim, a 5ª lei. Silas cita o verso 11 que diz “para que tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus”, para fundamentar a “lei da abundância”. Com isso, Silas afirma que Deus é um Deus de sobra, sem mesquinharia.
Obviamente, ele utiliza este argumento para justificar a suposta abundância da teologia da prosperidade. Mas, ao contrário que ele afirma, o que esta passagem mostra é que, quando Deus nos dá uma provisão financeira, mesmo sendo com sobras, não é para o proveito próprio, e sim para ser usada em generosidade aos necessitados, para a glória de Deus. O versículo é claro quando afirma “…para toda a beneficência”(ACF), “para toda generosidade”(ARA). Veja como viviam os convertidos naquela época: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.” (At 2.44-45, ARA) Este conceito de abundância financeira é, de fato, o mais claro sinal de avareza na vida de alguém: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Mt 12.15, ARA)
Silas ainda cita exemplos do que aconteceu com Adão e Eva no jardim do Éden e a prosperidade de Abraão para afirmar que Deus fará o mesmo com quem ofertar. Isto é um absurdo! Afinal, estes são casos isolados em que Deus agiu com um propósito específico e exclusivo para cumprir os seus planos! Por exemplo: não é porque Deus sustentou o povo no deserto enviando o maná dos céus (Ex 16:35) que ele fará o mesmo hoje da mesma forma conosco. Vai deixar de trabalhar esperando o maná para ver o que acontece!
Para terminar, mostro na Bíblia a verdadeira prosperidade para o Cristão:
“Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários”. (2Co 8.1-3).
Antigamente, Silas Malafaia concordava que esta passagem nos mostra a verdadeira prosperidade bíblica, veja o que ele disse muitos anos atrás: ”Os pobres da Macedônia dividiram o pouco que tinham com os pobres da Judeia. Isto é prosperidade. Prosperidade é você compartilhar com o outro… é viver bem com aquilo que Deus tem te dado… é mesmo você tendo pouco, você ainda tem forças e capacidade de ajudar alguém que está pior do que você.” [7]
Fico na esperança de que esse artigo sirva de alerta para todos aqueles que ainda acreditam na teologia da prosperidade, onde infelizmente nos últimos anos muita gente se corrompeu, contaminando-se nas heresias importadas da teologia de Mamon.
Espero de coração que Silas Malafaia se arrependa verdadeiramente, voltando ao evangelho puro e verdadeiro. Não existe nada mais nobre para um Cristão do que assumir sua condição de pecador e humildemente reconhecer os seus erros para nunca mais praticá-los.
Soli Deo Gloria!
Ruy Marinho [ Bereianos ]
Fonte: Gospel+

Menino de 11 anos é ordenado pastor e ministra cultos em igreja pentecostal


Em uma igreja localizada no sudeste de Washington, alguns dos cultos para adolescentes são liderados por um pastor muito jovem. Ezekiel Stoddard foi ordenado pastor na igreja Pentecostal onde sua mãe e padrasto são pastores e, aos 11 anos, vestido com um terno e com sua Bíblia nas mãos fala para adolescentes, vestidos com camisetas em uma reunião da igreja.
Em um sermão intitulado “Não tenha medo”, que foi acompanhado pela agência O Globo, o pastor mirim diz entender que jovens possam ser afligidos por perigos e dúvidas, mas que Deus vai tomar conta deles mesmo que eles O deixem.
A pregação do jovem pastor é intermeada por referências a passagens bíblicas e gritos de amém dos fiéis, entre os quais se destacam os de sua mãe, que da primeira fileira registra tudo em sua câmera filmadora.
Segundo a agência O Globo, Ezekiel faz parte de uma tradição centenária que se mantém ao redor do mundo, e mesmo com os países cada vez mais modernos e sofisticados, pastores mirins continuam a ser objeto de fascinação e debate. No caso de Ezekiel, sua ordenação ocorreu em um ato sancionado pelo estado de Maryland, no mês passado.
Para os céticos tais pregadores são mais motivados pela atenção que recebem e pelo empurrãozinho dos pais do que por Deus, eles questionam ainda se uma criança pode entender a mensagem divina ou os meandros de uma igreja.
Apesar da opinião dos céticos, muitos acreditam que Deus pode falar através de uma criança, como afirma o reverendo Al Sharpton, que começou a pregar quando tinha 4 anos. David Warren, que faz parte do coral que se apresentou na ordenação de Ezekiel na Igreja Plenitude do Tempo também questiona: “Deus pode usar qualquer um, por que não uma criança?”.
As pessoas que convivem com o jovem Ezekiel concordam com Warrem e afirmam que o pastor mirim é comprometido e maduro muito além de sua idade. Sua mãe, Adrienne Smith, que também é pastora afirma: “Ezekiel realmente estuda a Bíblia. Ele irá cruzar referências e irá fundo nas Escrituras”.
O pequeno pastor afirma que Deus falou com ele em um sonho quando tinha 8 anos, mas conta também os problemas que enfrenta por ingressar tão novo nesse ministério. “O mais difícil é quando eu falo (aos amigos sobre Jesus), alguns me deixam de lado e dizem ‘Você não anda mais com a gente’. Mas foi pra isso que Deus nos fez. Não somos cristãos para não vivenciar nada. Deus quer que passemos por tudo para nos fazer mais forte em Sua palavra”, relata.
Ele completa dizendo ainda que as críticas não vêm apenas de outras crianças, mas também de pessoas mais velhas. “Vários adultos me encaram como se eu fosse apenas uma piada – diz, sem soar incomodado. – Mas o que eles precisam saber é que, para mim, não é só sobre me tornar famoso e tudo mais. Para mim, é ministrar o Evangelho. Foi o que Deus me inspirou a fazer”, afirma o pastor mirim.
Fonte: Gospel+

Pastor Renato Vargens afirma que aproximação entre liberais e neopentecostais “é um namoro que preocupa”


O pastor Renato Vargens fez análise sobre a aproximação entre duas linhas teológicas existentes dentro do setor evangélico: liberais e neopentecostais.
Em seu artigo, reproduzido no Púlpito Cristão, Vargens afirma que “neopentecostais tem aplaudido, comentado e repassado [...] algumas frases de efeito proferidas pelos liberais” e que esse vínculo “poderá produzir males quase que irreparáveis”.
A preocupação do pastor se dá, segundo seu texto, pela “fraqueza teológica dos neopentecostais”, que podem ser influenciados pelos liberais, que atuam como “um câncer que vagarosamente arrebenta a saúde da Igreja”.
Vargens afirma que “os neopentecostais e suas doutrinas espúrias tem sido severamente criticados pela ortodoxia evangélica” e que essas críticas “tem proporcionado a descoberta da verdade bíblica por milhares de nossos irmãos”.
Sobre o movimento de interpretação teológica liberal, o pastor Renato Vargens cita afirmação do reverendo presbiteriano Augustus Nicodemus para ilustrar sua postura: “Liberais são parasitas, e assim como um vírus se instala num organismo debilitando o corpo do individuo, da mesma forma eles se instalam na igreja sugando-a até ficar só a carcaça, para depois buscar outro hospedeiro”.
Confira abaixo a íntegra do artigo “Liberais e Neopentecostais, um novo e perigoso caso de amor”, do pastor Renato Vargens:
Tenho reparado nas redes sociais que muitos dos neopentecostais tem aplaudido, comentado e repassado aos seus amigos virtuais, algumas frases de efeito proferidas pelos liberais. Neste perspectiva se tornou comum encontrar os adeptos do neopentecostalismo vibrando com expressões do tipo:
“Mais do que entender a Biblia, o importante é saber respeitar outras pessoas, ter compaixão de quem sofre, pois no fundo a Biblia é isso.”
“Pessoas que destilam ódio em nome da doutrina religiosa podem ter encontrado religião, mas não Deus. Deus é amor e misericórdia.”
“Deus é amor e se manifesta de forma diferente nas religiões.”
“Os evangélicos precisam rever seu conceito medieval de salvação”
“Juízo eterno? Não! Deus é amor, no final de tudo o amor prevalecerá e todos os homens serão salvos”
“Não julguemos os homens, nem tampouco as suas doutrinas, isso não nos cabe. Vamos amar as pessoas, tratando-as com o amor do Cristo.
Pois bem, os liberais não se cansam de falar de amor. Em quase todos os seus textos é comum encontrarmos a afirmação de que Deus é amor e que em virtude disso, ele não julga ninguém, não condena ninguém. Todavia, os adeptos do liberalismo teológico se esquecem que as Escrituras apontam para o fato inexorável de que Deus além de amoroso é justo, e que no dia final, há de tratar com os homens consoante os seus pecados.
Ora, antes que me apedrejem, gostaria de afirmar que é claro que eu sei que Deus é amor. As Escrituras afirmam isso de forma inequívoca. O que seria de nós sem o amor e a graça de Cristo? O que seria das nossas miseráveis vidas se Jesus não tivesse morrido por nós na cruz? Que amor maravilhoso é esse, não é verdade? Entretanto, o fato de saber que Deus é amor, não me dá o direito de distorcer a verdade. JESUS CRISTO, a expressão máxima do AMOR, é também a mais absoluta VERDADE (João 14:6).
Bom, talvez você esteja se perguntando: Tudo bem, mais o que isso tem há ver com os neopentostais?
Tudo! Deixe-me explicar!
Os neopentecostais e suas doutrinas espúrias tem sido severamente criticados pela ortodoxia evangélica. É comum encontrarmos na blogosfera cristã inúmeros textos refutando as heresias do neopentecostalismo, o que de certa forma tem proporcionado a descoberta da verdade bíblica por milhares de nossos irmãos. Em contrapartida, um número incontável de neopentecostais tem rechassado a postura conservadora por parte da igreja brasileira, alegando que falta entre os que combatem o neopentecostalismo, amor e compaixão. Nesta perspectiva os neopentecostais em questão, tem vibrado com as expressões de “tolerância” usada pelos liberais, o que infelizmente tem proporcionado a aproximação destes dois grupos.
Prezado amigo, todos sabemos das distorções teológicas do neopentecostalismo e dos seus malefícios para a igreja brasileira, no entanto, o que muitos de nós desconhecemos é que o liberalismo teológico é muito pior. Sim! O liberalismo teológico é um câncer que vagarosamente arrebenta a saúde da Igreja. Como bem afirmou Augustus Nicodemus os “Liberais são parasitas, e assim como um vírus se instala num organismo debilitando o corpo do individuo, da mesma forma eles se instalam na igreja sugando-a até ficar só a carcaça, para depois buscar outro hospedeiro”
Caro leitor, o que me preocupa é fato de que em virtude da fraqueza teológica dos neopentecostais os liberais encontrem espaço em seus arraiais, instalando em suas débeis estruturas de pensamento, um tipo de vírus, que se não tratado com firmeza poderá produzir males quase que irreparáveis.
Sem sombra de dúvidas esse é um namoro que me preocupa!
Pense nisso!
***
Renato Vargens é pastor, conferencista e escritor e faz coluna no Púlpito Cristão
Fonte: Gospel+

Líder autointitulado “Jesus Cristo Homem” inicia contagem regressiva para “transformação que o tornará imortal”


O líder da seita Crescendo em Graça, José Luiz de Jesus Miranda, autointitulado “Jesus Cristo Homem” anunciou no site de sua denominação que daqui a dez dias ocorrerá uma “transformação” em seu corpo, transformando-o em imortal.
O anúncio, de acordo com informações do The Christian Post, apresenta uma contagem regressiva para a transformação: “Hoje, Deus mesmo, o único e grande Deus, o que conhece o porvir desde o princípio, Jesus Cristo Homem, anuncia que estamos em contagem regressiva para que o evento de transformação ocorra”.
Um dos bispos da denominação, que está presente em dez países, incluindo o Brasil e os Estados Unidos, afirmou que “o corpo de José Luis de Jesus, que é um ser humano como você e eu, será transformado e sua carne será imortal. Ele vai ser viver para sempre. E isso vai acontecer com ele e também com todos os seus seguidores. Todos os que não creem nisso serão destruídos”.
A afirmação do bispo canadense Alex Poessy dá o contexto do “fim do mundo” anunciado pelo líder da denominação. Segundo a seita, apenas os seguidores de “Jesus Cristo Homem” sobreviverão, e terão um governo que tornará o mundo em um lugar “sem maldade, sem hipocrisia, sem engano, sem pobreza, sem enfermidade”.
Assista no vídeo abaixo, em espanhol, a despedida de José Luiz de Miranda para sua transformação:



Fonte: Gospel+

Vídeo polêmico da Igreja Universal diz que para namorar tem que ser dizimista

A Igreja Universal divulgou um vídeo ilustrativo para seus fiéis sobre a importância de ser dizimista.



O vídeo tem ligação com a filial da denominação em Americana, interior de São Paulo, e apresenta dois personagens, Paulo e Lucia, que se conhecem durante cultos da IURD e se tornam próximos. Quando Paulo demonstra interesse em namorar Lucia, também revela que recebeu aumento e que a primeira coisa a fazer será comprar um presente para a moça.
A orientação da Igreja Universal sobre os dízimos aparece nesse momento da narrativa, quando a personagem Lucia demonstra indignação com a atitude do pretendente. Ela afirma que a primeira coisa a ser feita com o dinheiro é dar o dízimo.
O personagem Paulo tenta se explicar, mas a garota se nega a ouvir as explicações e afirma que sem dízimo, não há namoro.
O vídeo repercutiu rapidamente na web, e internautas comentaram o vídeo com críticas, sátiras e elogios. No Genizah, o leitor Shepard ironizou: “Este vídeo deve ter sido criado para denegrir a imagem da Universal . Nunca que a garota ia pedir para ele dar o dízimo , como era para a Universal, ia mandar dar tudo , até o dinheiro do ingresso do cinema . Pedir dízimo é para os fracos , a Universal pede o ‘tudízimo’”.
Outro internauta, Jefferson Barros considera absurda a iniciativa: “Eu já vi coisas absurdas das ‘igrejas’ mas essa superou em tudo”.
Defendendo a didática da IURD, o internauta Ricardo Lipe afirma que “Embora o vídeo passa uma ideia mal editada, e os atores não são globais e nem ‘recordianos’. Fica a impressão de que é uma lógica banal do tipo: ‘não namore se não for dizimista!’. Mas quem tem sensibilidade espiritual, percebe que o âmago da mensagem é: se você não é fiel nem a Jesus por meio de algo tão básico, vai ser a mim?”, observa.
Fonte: Gospel+

Ex-pastor mostra pontos que o fizeram desacreditar da existência de Deus

Ele contou com a ajuda do Projeto Clero para conseguir assumir sua nova posição e enfrentar os preconceitos
Mais um pastor foi encorajado pelo Projeto Clero para assumir que não acredita mais em Deus. Dessa vez quem está viajando pelo mundo para contar sua conversão ao ateísmo é o pastor Jerry DeWitt que ficou famoso no estado de Louisiana, Estados Unidos, por pregar o pentecostalismo.
“O projeto me deu confiança para deixar de ser pastor” disse ele que hoje tem como ouvintes agnósticos, humanistas, ateus e pessoas que não se identificam com nenhuma religião. “Eu sabia que não estava sozinho, que não era um acaso, que eu não era uma aberração de natureza religiosa”, disse DeWitt.
Em suas palestras ele conta como passou a desacreditar em Deus, relatando que o ponto alto foi quando tinha que condenar os fiéis ao inferno para falar sobre pecado. “Eu estava dizendo a pessoas de quem eu gostava que elas poderiam arder no inferno, o que não foi fácil para mim”.
Mas esse não foi o único motivo para fazê-lo desistir da fé, DeWitt conta que começou a se assustar com o suposto poder da oração, já que os fiéis oravam com fervor para conseguir emprego e cura física, mas não apresentavam melhoras. O fracasso dessas pessoas abalou ainda mais a fé do pastor.
Agora ele é diretor da Recovering for Religion, uma entidade que atua desde 2009 ajudando os sacerdotes que não acreditam mais na religião a mudarem suas vidas, já que eles costumam enfrentar muitas dificuldades e preconceito.
Quem assiste a suas palestras o ouve contar que também passou a desacreditar nas contradições encontradas na Bíblia, depois de anos como sacerdote ele passou a pesquisar outras religiões e traduções da Bíblia para tentar encontrar a resposta para a existência de Deus, mas não conseguiu mudar seu conceito.
Fonte: gospelprime


sábado, 16 de junho de 2012

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Escolha a Igreja Certa... Fuja da Apostasia!


As Falhas do Apóstolo Paulo

Como o Apóstolo Paulo pode não nos ensinar tantas coisas importantes assim



Como foram fracos os ensinos de Paulo. Não podemos imitar Paulo em quase nada, pois muito pouco ele nos ensinou e por mais que tentasse, não conseguiríamos imita-lo dado a falta de complemento de seus ensinamentos.

POP STAR GOSPEL: PASTORA LUCIANA E SUA MÚSICA PRA PINICO!

Nem em Full HD esse negócio presta!


Infelizmente a tristeza em ver e ouvir este tipo de produção no meio dito evangélico, me provoca a declarar que meu ouvido não é um pinico.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Líderes da Igreja cubana pedem ajuda à comunidade internacional


Líderes da Igreja cubana pediram ao governo dos EUA que inclua seu país na lista dos países que mais violam a liberdade religiosa no mundo, devido ao aumento no número de incidentes.
O grupo dirigiu-se ao Congresso Internacional de Liberdade Religiosa Caucus e aos comissários da Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos, que a cada ano recomenda Países de Preocupação Específica (CPC) a uma lista. Eles compartilharam experiências pessoais em que o estado patrocina a perseguição e, descreveram como o governo cubano tenta controlar os grupos religiosos.

A iniciativa dos líderes cristãos é baseada no aumento acentuado do número de casos de violação da liberdade religiosa em Cuba. Mais de 40 casos foram registrados entre 1 de janeiro e 1 de maio de 2012.
Um dos líderes da igreja, o reverendo Carlos Lamelas, ex-prisioneiro de consciência  que fugiu para os EUA em 2011, após 20 anos de perseguição e ataques, disse:
“Meu caso está longe de ser um fato isolado e,  é muito pequeno diante da repressão sofrida por outros ministros cristãos em Cuba ... peço às autoridades, para que julguem o governo de Castro como violador dos direitos humanos mais básicos. Ele estende os braços, como um polvo, para reprimir não apenas a sociedade civil cubana, mas também todos os cristãos, incluindo hierarquias eclesiásticas”.
Entre os incidentes de violações de liberdade religiosa, registrados este ano, estão uma série de ataques físicos a pastores, todos com características semelhantes. São todos líderes de igrejas e denominações menores ou igrejas independentes, portanto sem o apoio de uma rede maior, todos eles trabalham em áreas relativamente isoladas, onde o acesso à Internet é muito limitado, e todos eles “desafiaram”, de alguma forma, as autoridades locais antes de serem reprimidos. Um deles, o pastor Reutilio Columbié, sofreu danos cerebrais, em um ataque brutal.
Os agentes de segurança locais são os principais suspeitos pelas agressões, ninguém foi responsabilizado por nenhuma das acusações.
Outros incidentes incluem pessoas que foram impedidas de freqüentar os cultos, e igrejas que foram ameaçadas de serem fechadas por resistir à interferência do governo. Mais e mais líderes da igreja têm se levantado contra a pressão do governo e, provavelmente esta é a razão, pela qual, a perseguição tem se intensificado.
Não só os líderes, mas os membros de igrejas também têm sido alvo. Ao pastor, Omar Gude Pérez, foi recusada a autorização para deixar o país. Cuba se promove internacionalmente como um país que respeita a liberdade religiosa, e o governo está preocupado que o Pastor Perez acabe com essa imagem do país, denunciando  a perseguição religiosa às redes de igrejas e a seus líderes patrocinada pelo estado.

40 anos depois da Guerra do Vietnã, menina da famosa foto conta como Deus mudou sua vida


Publicado por Valder Damasceno em 12 de junho de 2012 
Phan Thin Kim Phuc é personagem de um dos registros fotográficos mais famosos do mundo, a foto foi tirada há quarenta anos, em um vilarejo no Vietnã, durante o bombardeio aéreo feito pelos Estados Unidos. Kim, a garota que aprece nua na foto, tornou-se símbolo da dor da guerra no Vietnã.
Kim conta que sua infância era feliz até o trágico dia em que seu vilarejo fora bombardeado simplesmente por estar na rota dos aviões que se dirigiam à capital do Vietnã do Norte. Ela sofreu queimaduras de terceiro grau com o napalm (líquidos inflamáveis à base de gasolina em gel) lançado pelos aviões, mas mesmo assim sobreviveu, após 14 meses internada e após passar por 17 cirurgias, “Napalm é a dor mais terrível que você pode imaginar”, contou Kim.

Mas, mesmo com as marcas em seu corpo Kim não deixou de sonhar, ela voltou a estudar com a intenção de se tornar médica, mas foi impedida pelo governo do Vietnã por ser um “Símbolo nacional de guerra”, assim, ela teve que deixar a escola e voltar à sua província.
Durante anos ela tentou se livrar das lembranças, mas o governo a usava para mostrar os fatos da guerra, “Centenas de entrevistas em todo o mundo se seguiram com a realeza, primeiros-ministros, presidentes, bem como papéis de filmes de propaganda”, conta Kim. “Por que eu? Por que isso aconteceu comigo?”, questionava a jovem, “Eu estava vivendo com raiva, com rancor, e eu ia minha vida como um fardo. Eu odiava minha vida. Eu não queria mais viver”, revela.
Foi no maio de tantos questionamentos e dúvidas que Kim foi alcançada por Deus, proibida de ir à escola, ela começo a frequentar uma biblioteca, onde encontrou uma Bíblia e começou a ler, “Eu não conseguia parar de ler”. Aos 19 anos, querendo conhecer mais sobre o Deus sobre o qual lia, Kim procurou uma igreja, onde ouviu o evangelho pela primeira vez. Lá ela conheceu a Jesus e perguntou a Ele, “Você me perdoa?”. A partir desse dia a vida da jovem Kim mudou, ele descobriu a fé, a esperança e começou a confiar em Deus.
Hoje Kim e casada e mãe de dois filhos, atualmente ela mora no Canadá, onde é membro de uma igreja Batista. Há 15 anos ela é embaixadora da Boa Vontade da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
A evangélica Phan Thin Kim Phuc nos dias atuais











  Fonte: Gospel+

Uma reflexão sobre a condição dos pastores no Brasil


Publicado por Tiago Chagas em 13 de junho de 2012 
O pastor Walter McAlisterfez uma reflexão sobre a condição dos pastores no Brasil, em um artigo escrito para seu blog pessoal.
McAlister questiona o motivo de existirem “tantos pastores ruins” em evidência nas igrejas brasileiras, e ressalta o sofrimento e as dificuldades dos “bons” pastores.
Entre a lista de motivos citados pelo pastor McAlister, há o despreparo de homens que foram levantados ao cargo de pastores através de circunstâncias: “Há maus pastores, confesso. Creio que nem todos têm um pastor em quem podem confiar, a quem recorrer ou de quem sequer têm orgulho de ter como o seu pastor”, afirma.
Para ele, “o clero anda em baixíssimo conceito” e muitos desses pastores que são criticados por suas condutas, são os responsáveis por isso: “Por sua vez o pastor tem que assumir ares de ‘Grande Servo do Senhor’, chegando a ter que se autodenominar ‘Apóstolo’, ‘Profeta’, e só falta alguém se declarar o ‘Quarto Membro da Santíssima Trindade’. É uma igreja em agonia”, lamenta Walter McAlister.
O pastor e blogueiro sintetiza sua reflexão sobre os pastores brasileiros afirmando que o estágio atual é consequência da maneira como a igreja está estruturada: “Os sistemas, as estruturas e as políticas eclesiásticas não permitem que haja bons pastores. Não comportam líderes de verdade. Os maus se dão bem em sistemas que não exigem política. Com o seu talento de convencimento, o povo vem, sofre, mas apanha por achar que tem que ser assim. Enquanto há bons pastores que são esmagados por sistemas vítimas da nefasta politicagem eclesiástica”.
Confira abaixo a íntegra do artigo “Porque há tantos pastores ruins?” do pastor Walter McAlister, reproduzido no Púlpito Cristão:
De uns tempos para cá tenho visto, com uma incredulidade cada vez maior, um fenômeno que me força a fazer esta reflexão. Minha incredulidade se resume a isto: será que há tantos pastores ruins e tão poucos bons pastores neste nosso Brasil, meu Deus?!
Pergunto isso (primeiro a mim mesmo e, em segundo lugar, de modo mais temático) porque na blogsfera-internet-facebook-twitter-cultura (neologismo meu, confesso) o consenso parece ser o de uma condenação generalizada da categoria. Anteontem foi o Dia do Pastor. Mas, será que resta o que celebrar? Pelo que leio por aqui, poderíamos muito bem chamar a data de O Dia do Farsante.
O clero anda em baixíssimo conceito com os internautas. Será que é o caso entre os que não navegam pelos fios óticos e wi-fis deste mundo virtual? Não sei. Sinceramente, não sei. Mas, já que estou aqui na blogsfera, lá vai a minha reflexão para quem compartilha do universo virtual.
Primeiro, quero afirmar que conheço muitos pastores. Muitos dos que conheço são bons pastores. São pessoas movidas por um desejo de servir a Deus (pelo menos é como eles começaram). Há um desnível de preparo e oportunidade entre eles, claro. Mas há uma motivação inicial que me parece uma regra. Cada um se sentiu chamado por Deus para servi-lo e, consequentemente, alimentar as suas ovelhas.
Há maus pastores, confesso. Creio que nem todos têm um pastor em quem podem confiar, a quem recorrer ou de quem sequer têm orgulho de ter como o seu pastor. E, sabendo desse fato, creio ser importante pontuar algumas razões para isso.
Há muitos pastores no Brasil, hoje, que não foram bem preparados para o ministério. Alguns foram criados em situações que sequer exigia um ensino ou treinamento (teológico, bíblico ou ministerial). Bastava “levar jeito” pra esse “negócio” e logo foram promovidos para ocupar lugares para os quais não têm a menor noção do que se trata. Sem preparo teológico, bíblico ou ético, acabaram lançando mão de qualquer maluquice que parece “dar certo”. Fizeram correntes de toda sorte. Suas mensagens não passam de capítulos de livros que leram ou que estão na moda, como: prosperidade, guerra espiritual, conquista de cidades ou coisa parecida.
Vivem de campanha em campanha e querem criar uma “grande obra” para a glória de Deus. Essa “grande obra” (geralmente um prédio ou um programa de TV, rádio ou algo parecido) não passa de uma fonte de enorme despesa que vai sacrificar o povo, que é visto como fonte de muito lucro. Para tanto, precisam de cada vez mais povo. E para que tenham isso, vão ter que lançar mão de mensagens e promessas que atraem esse povo (se chamarem um dos cantores “gospel” ou o coral das crianças for posto para cantar, também funciona).
O balcão de ofertas abre, a birosca fica aberta e o povo vem. Com as músicas da hora, os jovens berram ao microfone, de olhos fechados (claro, porque precisam demonstrar que estão no enlevo), e todos assistem atônitos às versões locais e genéricas dos superastros da música gospel. É quase cómico, se não fosse tão trágico.
Por sua vez o pastor tem que assumir ares de “Grande Servo do Senhor”, chegando a ter que se autodenominar “Apóstolo”, “Profeta”, e só falta alguém se declarar o “Quarto Membro da Santíssima Trindade”. É uma igreja em agonia. Seus gritos e gemidos (que muitos acham serem sinais de “poder”) só denunciam a falta de vida real íntima com Deus, e conhecimento profundo das Escrituras (que é a obrigação de qualquer um que se propõe a ser um obreiro aprovado).
Por outro lado (e agora me remeto ao extremo oposto), há homens extremamente bem preparados nas Sagradas Letras. Mas sua vida ministerial é sujeita a um regime massacrante de comitês, relatórios e avaliações. Se lançaram no serviço do Senhor, mas se acham hoje como serviçais de leigos que nunca deveriam ter o poder sobre eles que têm.
Compaixão é uma das vítimas dessas estruturas. O pastor teme pelo bem-estar da sua família: sua esposa, que é duramente cobrada pelas irmãs da igreja; seus filhos, que são maltratados na escola por serem os filhos do pastor, mas que são cobrados pelos seus pais na igreja (pois, se pisarem fora da linha, o comitê talvez não renove o contrato e aí fazer o quê? Vai botar comida na mesa como?) Mesmo empregados, os pastores são mal, mas muito mal remunerados – pois, afinal, existem tantos “marajás” no ministério, mas “aqui não!”. Entre os oportunistas marajás e os bons servos que são reduzidos ao medo e mendicância para poderem pastorear, não me admiro que haja tão poucos bons pastores. Os poucos que vencem o sistema são os vitoriosos e poderosos, que acabam sentando em comitês denominacionais, envergando um poder político além da sua igreja local, e que acaba redundando num prestígio cada vez maior, para assegurar a sua longevidade no púlpito local. É a morte.
Os sistemas, as estruturas e as políticas eclesiásticas não permitem que haja bons pastores. Não comportam líderes de verdade. Os maus se dão bem em sistemas que não exigem política. Com o seu talento de convencimento, o povo vem, sofre, mas apanha por achar que tem que ser assim. Enquanto há bons pastores que são esmagados por sistemas vítimas da nefasta politicagem eclesiástica.
O povo dessas igrejas fica sem pastor, que de fato está na mão de leigos. Ou o povo fica nas mãos de lobos e anticristos que, com charme, lábia e encenações de “unção” lideram para o seu próprio enriquecimento. E os bons pastores ficam sem púlpito e seus filhos abandonam a igreja (pois viram como ela esmagou os seus pais), deixando pai e mãe de coração partido, pois o eles que mais queriam era ver seu filhos seguindo nos caminhos de Deus.
O coração dói. Os anjos choram. O Corpo de Cristo sangra. Pastores fogem do ministério e vendem seguros ou recorrem a uma capelania. E a blogosfera registra o fel dos que queriam algo mais. Queriam líderes que manifestassem devocionalidade sem afetação, liderança sem abuso, compaixão sem politicagem, ensino das Escrituras sem modismos. E os pastores queriam apenas um lugar onde pudessem alimentar as ovelhas, pois, como Pedro, confessam o seu amor pelo Mestre.
Conheço bons homens assim. Tenho o privilégio de liderar muitos deles. Vejo o povo que pastoreiam feliz, com prazer em se reunir para louvar a Deus, e alimentados pela Bíblia. Mas o coração pesa. Ouço o choro de muitos, o lamento dos desigrejados (os que fugiram para não morrer) e já vi pastores de joelhos aos prantos pelos filhos perdidos no mundo. Não bastasse o dano, vejo que ainda muitos lobos patrulham a blogosfera e os escombros da Igreja de Cristo, tentando abocanhar os que vivem desgarrados do rebanho, com palavras suaves e antigas heresias requentadas e vendidas como algo novo e relevante. Se tão somente tivessem um bom pastor, que desse a sua vida pelo rebanho! Se tão somente os bons pastores achassem um lugar para servir com pureza de coração!
Ah, Senhor da seara, vivifica a Tua Igreja – Noiva do Cordeiro e Corpo de Cristo – “a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância” (Ef 1.23). Tem misericórdia de nós e vivifica-nos, Pai.
Por Walter McAlister
Fonte: Gospel+