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A Graça da Garça

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A TEOLOGIA DAS PORÇÕES OU O EVANGELHO ALGEMADO



Por Jofre Garcia

“Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”
(Mateus 22.29)

Outro dia ouvi uma palestra onde um renomado teólogo brasileiro aconselhou seus ouvintes a não lerem a Bíblia, pois ela enlouquece ou pode levar a loucura os seus leitores. E não era uma ironia. Partia das experiências de vida desde sua tenra idade e da sua própria mãe que foram impregnadas em sua existência, e associada a seu caminhar intelectual lhe fez chegar a tal equação: que a leitura constante e ininterrupta da Palavra pode comprometer o equilíbrio mental das pessoas.
Estranho e constrangedor vindo de alguém que deveria nos estimular a leitura das Sagradas Letras como exercício libertário e uma experiência com o poder de Deus na Palavra. Estranho e constrangedor perceber que entre nós, ditos cristãos, têm-se desenvolvido uma religiosidade desamparada do único elemento que fundamenta toda nossa ortodoxia e disciplina vivencial, a Bíblia. Estranho e constrangedor o quanto é incômodo nos dias de hoje, nos disciplinarmos no exercício da leitura diária das Escrituras. Inventamos as desculpas que nos cabem, mas, não cabe no que verbalizamos ser: cristãos!
Observamos, então, existir uma blibliofobia em pleno crescimento entre nós, e que a reboque trás graves conseqüências para Igreja.
Certa vez ouvi de um chefe de família que lia a Bíblia apenas nos encontros de casal, pois, era quando tinham tempo.
Outro, disse que não suportava a leitura por conta das narrativas do tipo genealogias ou Números.
Houve quem alegou que sua indisponibilidade era o fato de que o Antigo Testamento respingava sangue.
Teve ainda, quem confessou o medo do Apocalipse e por isso não lia.
Esses foram alguns casos que testemunhei há pouco tempo. O grande lamento e espanto é que essa negligência gera uma ignorância crônica pelas questões mais básicas da Palavra e que formam a base de nossa fé cristã. Há uma mania de crer no que é proposto pelos pregadores literalmente, sem o menor esforço de buscar a chancelaria do que foi posto na Palavra. Outra mania é optar tão somente pelo simplismo textual como se fosse resposta para tudo o não ter resposta. O que não é verdade, pois, deste modo criamos uma religião não pensante, que não tem o que responder ao mundo de agora, a não ser o clássico: “é coisa do diabo, arreda!”.
Para completar temos a cultura das porções, dos versículos isolados e usados como autorizadores de toda e qualquer bizarrice e cretinice nos campos pelo mundo.
Então, temos a geração das porções.
É a Bíblia mutilada de seu contexto e esvaziada em seu real significado. Aviltada de sua honra como Palavra de Deus, usada e abusada como palavra de homens. Rotulada pelas empresas “ministério” que nos oferece perigosos atalhos para nos fazer enxergar a verdade que eles querem construir. Furtada de seu propósito e instrumentalizada como patuá ou ferramenta de fazer fortunas. Torturada para diga o que não diz, mas sim, a “verdade” do seu torturador. Silenciada, porque não mais expõe o plano de Deus, mas, serve como revelação apenas para o personalismo de cada um, nas porções preferidas, que se contradizem devido o mau uso e não tem significado global apenas o egoísmo do “eu”.
Um dos resultados dessa cultura é o algemar do Evangelho.
Então:
“Deus é amor” (João 4.8) não é mais uma expressão que traz a significação do amor de Deus em conceder seu Filho Unigênito para nos resgatar e purificar do pecado, e que esse entendimento nos deve conduzir a um viver comunitário ditado nesse parâmetro de amor. A teologia das porções transformou num enunciado que paralisa qualquer ação divina de condenação de pecado e conduta humana que fere os mais elementares princípios de sua Palavra. Outro problema desse tipo de teologia é que mundo o absorve rapidamente e assim se nutre da inverdade e tenta inviabilizar e desclassificar a Igreja de Cristo e sua conduta.
“Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mateus 7.1) não é mais um princípio norteador para a comunidade e para o “eu” pessoal não emita sentenças condenatórias a cerca de pessoas baseadas em nossa lógica ou nosso parâmetro hipócrita. Ou seja, condenar os outros por aquilo que nós também, de uma forma ou de outra fazemos (às vezes em secreto), além, disso o texto denuncia a nossa incapacidade de exercer misericórdia. A teologia das porções manieta os cristãos com a aplicação simplista do versículo tornando como coisa imprópria a capacidade de discernir as ações, pensamentos e idéias, furtando do ensino de Cristo esse elemento, exposto em Mateus 7.15-16; Lucas 6.43-45.
“E tudo que pedires em meu Nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” (João 14.13) não é mais uma expressão dentro do ensino de oração, pela qual quem ora é identificado com Jesus e os seus propósitos. A teologia das porções transformou esse versículo e seus paralelos numa ferramenta de coação contra Deus, no qual Ele, o Senhor é obrigado a atender os pedidos dos “adoradores” pelo simples fato de o fazerem usando a codificação etimológica do nome “Jesus”. Como ouvi certa vez de um pregador, que Deus era obrigado a assim proceder por causa dos que orassem dessa forma.
Esses são apenas alguns exemplos para não ficar deveras extenso o artigo.
Contra tudo isso, exponho algumas exortações:
Leiamos a Bíblia sempre, e todo dia. Procurar ler ela toda, sem a preocupação se durará um anos ou mais, não fique paranóico com os planos de leituras, use-os como orientação e ajuda para tuas leituras, mas, se não conseguir segui-lo, siga lendo as Escrituras sempre, e todo o dia.
Leia a Bíblia como uma experiência de encontro com o Deus da Palavra. Evite os óculos denominacionais, tente vencer a tentação das Bíblias rotuladas (aquelas que são da “vitória financeira”, “de fulano de tal” “disso ou daquilo”), leia sem a impregnação teológica que procura nos influenciar, mas, como um adorador em busca do Deus que motiva sua adoração.
Leia a Bíblia com temor, reverência e amor, buscando nela os elementos que solidificam a nossa caminhada cristã, mesmo que nosso caminho seja pelo mar revolto.
Leia a Bíblia não como um livro mágico, mas, como a Palavra Revelação Especial de Deus, inspirada pelo Espírito de Deus e pela qual nos tornamos sábios para a salvação.
Leia a Bíblia com sua família.
Leia a Bíblia por que ama a Deus, e quem ama Deus ama a sua Palavra e não sabemos se amamos a Deus se lemos a sua Palavra.
A leitura da Bíblia não enlouquece ninguém. Essa é uma das mais absurdas mentiras que já ouvi. Nunca vi ninguém dizer que alguém ficou maluco por ter lido ou visto muita revista pornográfica, ou jornais, ou livros de piadas indecentes. Sim! A Bíblia tornará quem a lê louco para os sistemas do mundo, porém, sábios para Deus.
Ah! Antes que termine, leia a Bíblia, mas só marque um versículo em destaque quando considerar todo o contexto do parágrafo, para que não ocorre de cair na tentação da teologia das porções e o Evangelho esteja algemado pelos versículos que você gosta.
N’Ele, que é a Palavra.

Jofre Garcia é um teólogo, radialista, gente sensata e que ama a verdade. É colunista do Púlpito Cristão e escreve para o Auxílio do Alto.

GERAÇÃO DE DAVI? ORA, NÃO ME FAÇA RIR…

















Por Zilton Alencar

Geração de Davi? Geração de adoradores? Que nada! Estamos na geração Fast Food Gospel…. Pedro, não querem mais o puro leite! Paulo, não querem mais o alimento sólido! Querem só um McLanche Feliz e um brinquedo!
O que quero dizer é que a geração de Davi existe. A geração de adoradores existe. Entretanto, como bem disse o nosso Mestre, pelos frutos se conhece a árvore. E os frutos que vemos na Igreja nos dias de hoje não são os encontrados em Davi, ou nos adoradores que Jesus disse à samaritana que Deus buscava. Confundimos “resultados” com “frutos”, damos glória a Deus porque o IBGE aponta para o crescimento da “igreja evangélica”, e confundimos inchaço com crescimento. Esquecemos que esta multidão nem sempre é aceita por Cristo. Foi Ele mesmo quem proferiu um discurso tão duro que a multidão foi embora. Ficou só a minoria. Só doze, e um deles era diabo!!
Temos uma geração que quer pôr Deus no canto da parede, vociferando arrogantemente: “- Restitui, eu quero de volta o que é meu!”, como se tivesse direito a alguma coisa, senão condenação. Deus não é Senhor nesta geração, e sim servo. É a geração que não se contenta com a pura graça de Deus. Quer mais, e mais, e mais! Quer reinar!! Quer ser cabeça a todo custo!
Temos uma geração que afirma categoricamente que “o melhor de Deus ainda está por vir”, esquecendo-se (ou desprezando o fato) de que Jesus Cristo, o Filho, o melhor que havia no céu ao lado do Pai, já veio. Queremos mais, pois Jesus não é suficiente!
Temos uma geração que fomenta no povo um terrível sentimento íntimo, que prefere estar no alto do palco, olhando arrogantemente para os seus inimigos boquiabertos na platéia e sentindo o sabor de mel da vingança na boca, do que observando o que Jesus disse a respeito dos nossos inimigos: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; Para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão havereis? não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os publicanos também assim? Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5:43-48). Geração esquizofrênica, que se sente rodeada de inimigos, incapaz de orar por eles. Geração rancorosa, que não perdoa, que quer se sobressair e até ser adorada pelos supostos inimigos.
Temos uma geração aonde o caráter cristão é espezinhado, e se vive um “evangelho” de aparências, e não de conduta e princípios. A geração que ora pedindo um milagre: que apareça misteriosamente em sua conta bancária alguns milhares de reais, e que agradece a Deus quando isso acontece. Geração que não compreende o Deus justo, mas se alegra com a injustiça, achando que Deus foi o Autor deste “depósito” milagroso e salvador…
Temos uma geração que está sendo guiada por “pastores” e outros “títulos eclesiásticos”, por homens e mulheres que preferem os títulos e as prebendas, que para satisfazerem-se primeiramente a si mesmos já rebaixaram a Bíblia e seus preceitos imutáveis à quarta ou quinta posição em suas vidas e em suas doutrinas e profissões de fé. Pastores que não se dão conta que prestarão contas um dia ao Sumo Pastor…
Geração de Davi uma ova!! Esta é, na verdade, a Geração Laodicéia, a geração da igreja rica, poderosa e diferenciada, mas cega, pobre, miserável e nua! É a Igreja que ocupa a grade da programação das principais emissoras de tevê, mas não usa esta programação para pregar o VERDADEIRO EVANGELHO. É a Igreja que avança triunfante no mercado fonográfico, mas que não canta para o louvor de Deus, e sim para enriquecer, usando MÚSICAS DE TRABALHO, e não músicas de evangelismo! É a Igreja que abraça o Ecumenismo… É a Igreja que é noiva do Cordeiro, mas amante do mundo. Quem quiser ter a DIMENSÃO EXATA desta frase, leia o capítulo 16 do livro do profeta Ezequiel. Não há melhor exemplo que este!
Sabem qual seria a geração de Davi? E qual é a geração de adoradores que Deus espera? Uma geração que O adore pelo que Ele é, e não pelo que ele pode nos proporcionar. A geração que abraça a cruz para a morte, e não a que senta no trono para reinar! A geração de uma igreja pobre financeiramente, mas riquíssima em poder, em comunhão, em observação das Escrituras e em defesa da sã doutrina, contrária aos lobos vorazes que estão invadindo o aprisco e degolando o rebanho! Uma geração que olharia mais para Jesus, e menos para os homens, que aceitaria mais as palavras da Escritura do que as supostas “revelações” humanas, sem base bíblica. Que teria mais prazer nas Escrituras do que nas novidades!
Sinto-me enojado com a geração de hoje. Geração morna, que provoca ânsia de vômito no Senhor Jesus e em todo aquele que ama a Verdade do Evangelho puro e simples, que Ele e seus apóstolos pregaram e revolucionaram o mundo no 1º Século! É claro que não estou generalizando! Sete mil joelhos são sempre estrategicamente deixados por Deus para não se dobrarem a Baal, a Laodiceia e a Mamom! E estou lutando para fazer parte desta MINORIA, pois já observei que a maioria sempre prefere voltar ao Egito, e sempre escolhe Barrabás.
Se Jesus chamava a geração em que viveu de “geração má e perversa”, de que estará chamando esta nossa??
Perdoem-me o desabafo. Mas se eu, pó e cinza, estou me sentindo assim, o que não sente o Senhor que deu Sua vida por esta Igreja?
Fonte: Blog do Zilton Alencar. Divulgação: Púlpito Cristão.

Simples demais



Se as igrejas fossem cinemas, os cultos de domingo à noite seriam as estréias de filmes. Acabo de escrever a frase, e ela não me soa bem. Algumas igrejas já estão mais para cinema do que qualquer outra coisa. Outras foram transformadas em um grande teatro, e ainda há aquelas nas quais a dança é a grande atração.

A lógica que regula o culto contemporâneo - generalizo de propósito, sabendo de exceções - é a do show business. "Queremos espetáculos", clama a multidão. "Dêem-nos uma programação recheada de surpresas, música, cores, sons, sensações, e assim seremos um auditório fiel" - gritam as massas. Nada mais falso. Os cristãos que buscam isso são os primeiros a deixar o barco quando o "concorrente" oferece experiências melhores. O "concorrente" pode ser outra igreja, ou o bar mais próximo.


Mas os crentes continuam na luta por um culto cada vez mais preenchido de atrações. O melhor som, a melhor banda, os dançarinos, as expressões combinadas, o cheiro do local, e a cor dos assentos acolchoados - tudo para produzir o ambiente perfeito e segurar a audiência.

O que está por trás disso tudo? Existem, pelo menos, duas possibilidades, que, às vezes, se misturam em um mesmo contexto. A primeira delas é a de pessoas honestas, que desejam fazer o melhor para Deus. O problema é que o seu referencial de melhor é o showbiz. Assim, eles tentam se igualar aos eventos populares, investindo nas atrações, pensando que assim estão oferecendo algo agradável ao Pai.

A segunda possibilidade é a daqueles que não confiam na suficiência da Escritura. Como a Palavra, em si, não é suficientemente chamativa, é necessário suprir essa necessidade com muito barulho, e tecnologia. Como a pregação da Bïblia é fraca, são necessárias as muletas da coreografia e equipes de dança. Como não se extrai vitamina suficiente do Evangelho, apela-se para os suplementos de um estacionamento grande, o ar-condicionado no templo, e a fumaça de gelo seco enquanto a banda toca.

No fim das contas, ambas as possibilidades cometem um crime contra a Palavra de Deus. A primeira, por não considerar a Bíblia como referencial último do culto. A segunda, por deliberadamente menosprezar a Escritura, reputando-a por insuficiente para a igreja.

O risco é grande. Desconhecer a Escritura abre espaço para maiores inovações no culto, cada vez mais ousadas. Uma vez que não há fio condutor nesse encontro, tudo é permitido, desde que se tenha um coração sincero, desejoso de oferecer os nossos talentos a Deus. Considerar a Bíblia insuficiente para o culto cristão é dizer a Deus que a Sua Palavra não é o nosso bem mais precioso - as nossas impressões e sensações são. E com isso, toda a Revelação de Deus é deixada de lado. Em consequência, Deus não é mais conhecido, e a igreja encontra o seu fim.

Sabe aquela igrejinha bem simples, sem muita pirotecnia, mas com o coração todo na Bíblia? O culto dela é agradável a Deus, porque foi prescrito por Ele mesmo.

Sola Scriptura.

Autor: Allen Porto
Fonte: [ 5 Calvinistas ]

A oração que fez mudar o velho pastor


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Por: Levi B. Santos

Havia apenas vagos rumores lá fora, quando o pastor entrou no seu quarto, após o culto. Olhou-se demoradamente no espelho. Viu que a sua indumentária de ministro não mais lhe causava impressão prazerosa. Olhou mais uma vez para o espelho e chocou-se ao notar as inúmeras rugas que o tempo imprimira em seu rosto, antes jovem, e agora débil, sem brilho e encarquilhado. A velhice chegara com todas as suas marcas indeléveis. Quis então esboçar um sorriso, mas nada conseguiu.

Absorto, mergulhou agora no escuro e pequeno mundo de sua meninice. A frase dita e predita por sua mãe reverberava com força nas cordas de seu coração: “Um dia Deus vai lhe usar para mudar o mundo!”. Na verdade, o que a sua velha mãe, hoje falecida, se referia, era o mundo do seu pequeno vilarejo, do qual nunca saíra em toda a sua vida. Ele parecia, agora, estar vendo a alegria estampada na face de sua genitora, quando dizia para suas amigas: “Esse menino vai longe!”.

Aos vinte e quatro anos foi consagrado pastor, e por dez anos a tônica de suas orações era essa: “Meu Deus, ajuda-me a mudar esse mundo tão mau e corrupto!”

A roda do tempo girou, girou por mais dez anos, e o mundo apesar das reformas e revoluções, permanecia perverso, não dando sinal de mudança. E o que deixava o pastor mais transtornado, era o fato de ver que a sua própria família não queria assimilar o bem que ele tanto apregoava. Foi por esse tempo que a sua fé começou a fraquejar, à medida que a sua impaciência crescia.

Uma noite se surpreendeu orando assim: “Meu Deus ajuda-me a mudar a minha esposa e os meus filhos!” Ele pedia a Deus como se fosse a última cartada, como se dissesse: “Senhor, muda pelo menos a minha família, já que o mundo continua o mesmo!”.

Já beirando os setenta anos de idade, encontrava-se o velho pastor em seu leito, olhando pela janela aberta, o céu límpido e estrelado. Ele via que cada estrela tinha o seu brilho peculiar, e que não conseguia ver uma estrela igual a outra em luminosidade. Nessa noite ele ouvia, vindo de longe, uma música suave, tirada das teclas de um dolente piano. Quando o mais duro fardo do seu íntimo parecia querer romper em prantos, eis que surgiu dentro de si uma centelha de esperança. Foi aí então, que dos recessos de sua alma brotou tremulante como as estrelas do céu, essa oração: “Meu Deus ajuda-me a mudar-me!”.

Após essa oração, o velho pastor, conseguiu enfim sorrir. Mesmo sentindo apertar o círculo conclusivo da vida, ele estava ali, desta feita, absolutamente tranqüilo. Após essa oração dizia de si para si: “chega de querer mudar o mundo, meu Deus. Mesmo que as dores venham me assaltar, mesmo que não haja músicas para me consolar, e ao contrário dessa belíssima noite, vierem negras nuvens, eu não cessarei de rezar essa prece por toda a minha vida”.

Durante muitos anos o pastor tinha lutado como um gigante para mudar o mundo, mas finalmente, mesmo velho e desfigurado, mesmo sem ninguém por perto para elogiá-lo e cobri-lo de louros, tivera o privilégio de alcançar a graça para ver mundo com outros olhos. Fora enfim curado de uma miopia espiritual, que à distância, o fazia enxergar as pessoas tão feias e deformadas.

“A lâmpada do corpo são os olhos. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luz” (Mateus 6: 22)


Ensaio por: Levi B. Santos
Guarabira, 06 de outubro de 2009


Fonte: [ Ensaios & Prosas ]

"Pacto com os apóstolos" e "óleo profético" - O jejum de Ester da Renascer!


Meus irmãos em Cristo, acreditem! Mais uma "campanha" lançada pelos líderes "apostólicos" para dominar e entreter o "povo apostólico" da Renascer. Neste último dia 24 de maio começou nestas igrejas o chamado "jejum de Ester". Segundo eles, um "jejum profético" de 25 dias.


Pela cartilha do anúncio deste "evento" podemos claramente verificar que será ministrado um verdadeiro festival de distorções Bíblicas, de atos proféticos místicos sem base Bíblica neotestamentária, e o pior, cada vez mais o controle absoluto, intocável, irrefutável e manipulador de seus líderes "apostólicos contemporâneos" é pregado absurdamente, e infelizmente aderido cegamente pelo "povo apostólico" que segue estes "gurus evangélicos", onde os mesmos estão inventando um Cristianismo totalmente distorcido, herético e místico.

Inventaram agora o "óleo profético", isto mesmo! Basta você ser "ungido" com este óleo profético de Mirra para receber de Deus o direito de ser um "referencial de benção", para "estar habilitado perante Jesus", para "que você seja escolhido pelo Rei(Jesus)", etc...etc... Ou seja, agora ficou mais fácil! Basta um óleo poderoso de unção para você ser tudo isso e muito mais, porque o "povo apostólico" foi ungido e separado para estar nos "lugares altos"!

O conhecimento das escrituras através da pregação séria e sincera do Evangelho, a fé que vem pelo ouvir a Palavra de Deus, o arrependimento, a confissão dos pecados, a conversão à uma vida nova em Cristo, o amor, a humildade, o amadurecimento, a mudança de caráter, de vida, as doutrinas Cristãs básicas ensinadas na Bíblia, enfim, tudo isso é substituído pela "fé instantânea" de amuletos e fetiches que te prometem um "atalho" até ao Trono, banhado de unções "parceladas" de todos os tipos, entre outras distorções Bíblicas, para atrair e manipular o povo incauto e levá-los a um falso cristianismo.

É incrível a capacidade de distorção que este povo faz com o verdadeiro Cristianismo Bíblico! Uma verdadeira fragmentação Bíblica que os mesmos utilizam para justificar seus "atos de macumbaria gospel". Vejam abaixo o que esse pessoal é capaz de fazer:

Trechos retirados da cartilha de anúncio do Jejum de Ester:


Unção com óleo de mirra?
cobertura apostólica? óleo profético?


Porque a unção com óleo de Mirra?Para ganhar instantaneamente os
benefícios de ser Cristão!




Aí está a proclamação da "autoridade" dos Hernandes! 
Enquanto os mesmos estão cumprindo pena nos Estados Unidos
e a cada dia ficando mais e mais ricos com o dinheiro do povo,
muita gente no Brasil e no mundo vai "declarar" que nunca
vai quebrar a aliança com eles. 
Povo manipulado e
escravo da "cobertura apostólica"!




Autoridade delegada vinda do Manto apostólico? Visão apostólica?
Acorda povo, aonde está base Bíblica para tudo isso?
Daqui a pouco aparece algum apóstolo contemporâneo
se achando melhor que Paulo, Pedro, João, etc...
Não demora muito para aparecer um "novo evangelho" escrito,
pois com certeza já está sendo pregado há muito tempo.
Fonte: http://www.igospel.com.br/2005/campanhas/ester/cartilha.pdf

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“Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos...” Mateus 24:11

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.” Mateus 7:15

“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.” II Pedro 2:1

“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” I João 4:1