Discípulo do Mestre e Senhor Jesus Cristo

A Graça da Garça

segunda-feira, 30 de abril de 2012

ICHTHUS : Extraído do Blog O Theologo


ICHTHUS - O peixinho dos cristãos

Ao andar pela rua é comum ver nos carros o adesivo de um peixinho, como a da foto abaixo.




Alguns desses adesivos com o nome de Jesus escrito dentro. Mas quando pergunto se conhecem o significado a maioria desconhece. Afirmando apenas que é um símbolo cristão e relacionam diretamente com a passagem da multiplicação de pães e peixes, no qual Jesus alimentou uma multidão. Embora exista uma frequência de citações sobre peixe, tanto na Bíblia, quanto nos Pais da Igreja, o real significado não se encontra na Bíblia, mas em registros históricos antigos.
Existem três explicações, que eu conheça pelo menos, sobre este desenho. Seria possível que estas três explicações seja verdadeiras, pois não se excluem.

1) A primeira explicação e mais comum é que PEIXE em grego é ICHTHUS. Abaixo, uma figura do peixe com a inscrição grega ICHTHUS (peixe).
  

ICHTUS, além de significar "peixe", trata-se de um acróstico, onde cada letra de I.CH.TH.U.S. corresponde a outra palavra grega, formando a frase que se encontra acima do desenho do peixinho. Transliterando seria algo como IESUS CHRISTOS THEOS UIOS SOTER.

Iesus
CHristos
THeos
Uios
Soter

A tradução dessa frase grega seria: "Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador".

Tudo bem, e qual a razão disso? Vamos para a segunda parte da explicação.

2) Como os cristãos primitivos eram perseguidos, suas reuniões se davam em locais secretos. E como saber onde seria a reunião? As reuniões não podiam ser em templos, portanto eram realizadas nas casas, catacumbas ou cavernas. E mesmo assim as reuniões não poderiam ser muitos frequentes em um mesmo lugar, para se evitar chamar atenção. Então a forma de marcarem um lugar para a reunião era desenhando este peixinho nos chãos ou paredes indicando para onde deveriam ir, usadas como setas sinalizadoras, ou onde se daria o encontro. Seria um símbolo conhecido somente pelos cristãos.

3) Outra explicação, também plausível, é de que para os cristãos se identificarem, um deles desenhava um arco no chão, com o dedo ou um pedaço de pau. Se a outra pessoa também fosse cristã, desenharia o outro arco, formando assim o peixe. E repetindo o que já foi dito, esta atitude era em função da perseguição que os cristãos sofriam naquela época e região.

A cadeira do poder


Se há uma super cadeira assim, para que então a fé em Jesus Cristo?



O homem que lê bundas

Quando a gente pensa que já viu de tudo, aparece mais essa


quinta-feira, 26 de abril de 2012

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Um sonho inquietante


Um sonho inquietante
Por: Ricardo Gondim Rodrigues

Exausto, deitei-me já tarde. O silêncio da madrugada fria convidava-me para uma noite de sono profundo. Aquela seria uma noite curta, pois antes do sol nascer já teria que estar em pé novamente. Noites curtas são geralmente sem sonhos. Deito-me e antes que perceba, as horas se passaram céleres. Ontem, entretanto, não foi assim. Sonhei a noite inteira.

Sonhei que estava em um culto com o auditório lotado. A reunião iniciou-se com uma oração muito mecânica. Apresentou-se logo um grupo musical gospel.

Nos primeiros acordes, notei que faltava talento e sobravam decibéis. A letra era paupérrima, toda a música concentrava-se em repetir um refrão: “O leão de Judá derrotou o outro leão perigoso.” A multidão foi ao delírio com o término da apresentação que todos chamaram de “louvorzão.” Gritava e movia-se em um frenesi alucinante.

O líder do culto levantou-se e ensinou as pessoas uma coreografia que, segundo ele, derrotaria o diabo. Todos, como se estivessem com espadas na mão, passaram a encenar uma batalha de esgrima.

Terminada a “batalha” foram gastos mais de quarenta minutos no levantamento das ofertas. O ambiente tornou-se constrangedor. Tudo foi feito para aumentar a contribuição. Desde ameaças a promessas de que receberiam cem vezes mais. As ofertas resolveriam todos os problemas das pessoas. De acordo com o valor dado, o câncer desapareceria, os problemas conjugais se resolveriam. A oferta seria a chave para uma vida plena e feliz.

O preletor daquela noite levantou-se para pregar e, por cerca de cinqüenta minutos, falou sobre assuntos diversos sem, contudo conduzir uma linha de raciocínio, sem qualquer compromisso de expor a Bíblia. Parecia não haver se preparado, falava, falava, deixando que suas divagações o conduzissem a um próximo pensamento, que nem ele próprio sabia qual era.
Meu sonho me perturbava. Transformava-se em um pesadelo.

De repente, vi ao meu lado, participando daquele culto, para minha absoluta surpresa, quatro personagens históricos: Martinho Lutero, João Calvino, João Wesley e Charles Finney. Mal podia acreditar que um dia estaria cultuando a Deus ao lado de tão ilustres personalidades do mundo protestante.

Em meu sonho, eu fui apresentado a eles pelo sueco Gunar Vingren, fundador do pentecostalismo no Brasil. Todos pareciam se conhecer a muito, havia uma familiaridade entre eles. Contudo, embora estivéssemos participando de um mesmo culto, todos mostravam-se igualmente inquietos.

O clima era desconfortável. Mesmo sonhando, lembro-me de como o músculo de minha face tremia diante da honra de apertar a mão de cada um deles. Muitas perguntas vieram à minha mente. Curiosidades, esclarecimentos, dúvidas que precisavam ser sanadas.

Mas, ao contrário, eles é que começaram a me questionar.

Lutero estava indignado pelo que parecia uma volta da igreja à Época Medieval das relíquias, dos amuletos e das indulgências. Queria saber o que aconteceu aos protestantes para estarem novamente acreditando que sal grosso “afasta mal olhado”, que copo d’água traz bênçãos. Perguntou-me como a igreja passou a acreditar em maldição familiar.

Expliquei-lhe que a igreja brasileira convive com uma cultura muito mística. Falei da herança católica medieval, depois disse que os índios brasileiros eram animistas e ainda tracei um cuidadoso curso da religiosidade africana e como ela se contextualizou.

Lutero, porém, veemente, mostrou-me os efeitos devastadores que as relíquias tiveram em seus dias e que somos justificados pela fé. Para ele, a Palavra deveria ser suficiente para produzir fé e que não precisamos de “pontos de contato” para que o poder de Deus flua em nós.

Calvino interveio em minha conversa com Lutero. Ele também estava revoltado. Sua maior preocupação era entender o porquê de tanto descaso com a Bíblia. Ele não entendia como nos separamos tanto da Reforma que transformou o conceito de culto. Calvino me falava que até o avanço dos protestantes na Europa, cultuar a Deus, resumia-se em se assistir a um ritual.
A liturgia era mais importante que a exposição do texto sagrado.

Mas, os reformadores, segundo ele me dizia, lutaram muito para que as pessoas apreendessem que a melhor maneira de cultuar a Deus é conhecendo e vivendo os princípios eternos de Deus.  

Concluiu me mostrando que o púlpito antigamente ficava deslocado em um lugar de menor importância e que o altar é que era central.

Só no protestantismo, o púlpito passou a ocupar o lugar mais central do templo. Tentei mostrar-lhe que estamos em uma sociedade viciada em imagens. Que o nosso nível de atenção hoje é mínimo. Falei-lhe dos vídeos clipes, da superficialidade cultural que a televisão produz. Ouviu-me com atenção, mas parece não ter aceitado minha explicação.

Wesley estava aturdido. Em meu sonho, ele me dizia que percebia por aquele culto que  havia muitos chavões, mas pouco compromisso ético na igreja.

Por duas vezes, me perguntou: “Será possível conduzir a obra de Deus apenas prometendo triunfo, sem jamais questionar a vocação profética da igreja”? Wesley não entendeu a interpretação de textos do Antigo Testamento, prometendo que os crentes foram postos por cabeça e não por cauda.

Será que a igreja evangélica não sabe que o “grão de trigo precisa morrer para produzir muitos frutos?” Insistia me indagando: Não somos chamados para sermos sal da terra e luz do mundo antes que nos preocuparmos com riqueza e poder? Novamente tentei explicar. Mas, eu próprio estava envergonhado e minha explicação foi vã.

No sonho, Charles Finney, também se aproximava de mim querendo entender o que se passava. Falou-me de como eram os cultos evangelísticos de seus dias e de como as pessoas encaravam o novo nascimento.

Mostrou-me que o apelo para as pessoas se converterem foi uma quebra de paradigmas. Ele fazia o apelo para que as pessoas que estavam “ansiosas” por salvação tivessem um tempo para refletir e saber se realmente desejavam um compromisso real com Cristo.

Que o novo nascimento era uma decisão importantíssima que as pessoas faziam em resposta à graça. Sua inquietação com o culto de meus sonhos vinha da maneira tão trivial que as pessoas encaravam a conversão e o discipulado.

Finney dizia-me  que o cristianismo moderno está se esvaziando de seus conteúdos e que em breve muitos não saberão sequer explicar o que lhes aconteceu na conversão.

Gunnar Vingren, que me apresentou aos outros ilustres personagens, não aceitava que todo o sacrifício dos pioneiros do movimento pentecostal desmoronasse em uma teologia tão imediatista. Ele dizia que não há pentecostes sem a cruz.
Com um sotaque sueco, disse-me: - Meu filho, não há experiências com o Espírito Santo sem zelo missionário, sem paixão evangelística.

Comecei a suar e meu sono tornou-se atribulado. Estava rodeado com uma grande nuvem de testemunhas, e todos tinham o semblante preocupado. Acordei.

Sem conseguir voltar para a cama, orei. Em minha prece, pedi que Deus levante uma igreja evangélica no Brasil comprometida em ter apenas a Bíblia como regra de fé e de prática. Pedi que Deus levante pastores que cuidem do povo como rebanho de Deus e não como um investimento que pode ser capitalizado no futuro. Orei para que os seminaristas não confundam sucesso com um ministério aprovado por Deus.
Supliquei a Deus que nos faça uma igreja solidária com os miseráveis, profética na defesa dos indignos e misericordiosa com os pecadores.

Os sonhos são interessantes. Muitas vezes mostram o que não queremos ver. Talvez, a maior necessidade da igreja seja olhar-se criticamente.
Se fecharmos os olhos para a trivialização do sagrado, para a falta de compromissos éticos e proféticos, para a transformação do culto em espetáculo, não só nos condenamos a sermos irrelevantes para a nossa geração como envergonharemos muita gente que já deu a sua vida pela causa de Cristo.

Que Deus nos ajude.

Soli Deo Gloria.

domingo, 22 de abril de 2012

sexta-feira, 20 de abril de 2012

E-book: Heróis da Fé - Orlando Boyer

Não empregamos aqui a palavra "herói" no sentido pagão, isto é, grandes vultos humanos divinizados. A Bíblia fala de "homens ilustres em valor", "os valentes", "os fiéis", "os vencedores" ...A vida desses homens foi que nos inspirou, com seus sermões ardentes e empolgantes.

Muitos crentes ficam satisfeitíssimos por, apenas, esca­par da perdição! Eles ignoram "a plenitude do Evangelho de Cristo" (Romanos 15.29). "A vida em abundância" (João 10.10) é muito mais do que ser salvo, como se vê ao ler as biografias referidas.

E-book: O Livro dos Mártires - John Fox

É um livro fantástico encrito por Jonh Foxe, e publicado pela primeira vez em latim em 1559, depois em ingles em 1563. Esse livro expõe as perseguições dos primeiros cristãos como John Wycliffe, John Huss, William Tyndale, Martinho Lutero, Thomas Cranmer, dentre outros que sofreram por algo que acreditaram, essa talvez fosse uma das certezas de que Jesus realmente existiu e é o Cristo, pois o povo romano não estava acostumado a servir a uma religião de forma tão extrema, nenhum livro da Biblia diz que pra ser um bom cristão teria que morrer pela fé em Cristo Jesus, esse "massacre" surgiu fruto da pura fé cristã. Aqueles cristãos começaram a ser perseguido pelos romanos principalmente depois da destruição de Jerusalém em 70 d.C. sua pior e melhor fase foi com o Imperador Nero. Por que digo pior e melhor? Pois nesse período é que as perseguições se intensificaram, o Imperador Nero, já tinha uma veia de Louco, mandou torturar e se os cristãos se negassem a negar a Cristo, posteriormente seriam mortos, visto isso, talvez qualquer um de nós fariamos como Pedro, mas eles não. Entretanto esse período foi concerteza o periodo em que mais a "igreja" cresceu, quanto mais exterminavam os cristão mais eles se multiplicaram. até que em 313 d.C., o Imperador Constantino, oficializou a religião, tornando assim o Cristianismo, a religião oficial do Imperio Romano.

Hoje, quando houvimos que um bom "crente" é aquele que prospera, que tem um ministério abençoado, que anda de avião para pregar em todo o canto do Brasil e do Mundo.
Ora, falando isso estamos anulando a fé e o comprometimento que varios cristãos possuim nos primeiros séculos, será que eram menos crentes do que eu? Será que eles não eram cristãos por que não tinham a carroça do ano?
Eles morreram para que o cristianismo chegasse até a mim e a você, e o que eu tenho feito com isso?

Tenho colocado minha certeza de fé, em carros e cavalos e tenho me esquecido daquilo que a história me ensina:  amar a Deus com todo o meu coração, força e entendimento e amar o meu próximo como a mim mesmo.
Temos acreditado numa verdade parecendo que é mentira e vemos pessoas acreditanto em um mentira parecendo ser verdade.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Análise Textual de I Pedro 2:13 a 3:12




Por: Anísio Renato de Andrade - MG


ANÁLISE DE I PEDRO 2:13 A 3:12


A) PROCEDIMENTO CRISTÃO NA VIDA PÚBLICA (2:13-17)

VISÃO GERAL DO TEMA

O cristianismo é essencialmente espiritual. Jesus disse: "Meu reino não é deste mundo". Entretanto, o cristão não deixa de ter um corpo físico, nem deixa de ser um cidadão como os demais. Estamos, ainda, inseridos num contexto terreno, secular. Não podemos nos alienar em nome de uma espiritualidade equivocada. O Texto em epígrafe nos ensina isso. O cristão não pode ser omisso em relação às suas obrigações cívicas. Pelo contrário, deve ser um cidadão da melhor estirpe, e, assim, ser motivo de glória para o nome do Senhor.


2:13 - Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano.
A sujeição do cristão a Deus não o dispensa da submissão às autoridades humanas. Tal sujeição não deve ser motivada pelo medo da punição, mas pelo fato de tal atitude ter sido determinada pelo Senhor. O versículo é bem claro e abrangente: "a toda instituição... quer seja ao rei..." Se o texto dissesse apenas "Sujeitai-vos às instituições humanas", poderíamos querer enumerar uma série de exceções. Entretanto, não nos é dada essa chance. A única ressalva que podemos fazer é a seguinte: se a nossa sujeição é por causa do Senhor, ela deixa de ser necessária quando as determinações superiores contrariam a vontade de Deus. Resta ainda observar que o tom do verso é imperativo; é uma ordem.


2:14 - "Quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem."
Esse verso é uma continuação do raciocínio do anterior. A submissão devida ao rei deve ser também cumprida diante dos seus emissários. Aqui está o princípio da representatividade. O representante de um governante deve ser respeitado como se o próprio soberano estivesse ali presente. Por analogia, lembremo-nos de que tal princípio é aplicado quando somos enviados por Deus para executar determinada missão ou quando exercemos autoridade em nome de Jesus. O texto nos mostra ainda, que a autoridade está habilitada a recompensar seus subordinados de acordo com a atitude de cada um. Nisso está um reflexo da justiça divina.


2:15 - "Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos."
Deus se coloca como avalista da autoridade civil. A vontade divina é o pano de fundo da autoridade humana. Logicamente, essa relação se desfaz quando o governante pratica a injustiça. Entretanto, se tal coisa acontecer, o cristão não estará dispensado de continuar sujeito às regras justas de tal governo. No nosso caso, por exemplo, se determinado presidente da república desviar o dinheiro público, isso não nos dá o direito de sonegar o imposto de renda. Outro aspecto interessante do versículo é a ênfase colocada no aspecto prático da vida cristã. Não nos será suficiente a profissão de fé, ou a declaração de dogmas. A vontade de Deus culmina na prática. Como disse Tiago, "a fé sem obras é morta." Nossas palavras podem surtir diversos efeitos, mas chegam a um ponto e não podem mais avançar. Aí então faz-se imprescindível a demonstração prática de tudo o que declaramos. Esta é a lição de vida que precisamos ministrar diariamente a todos os que nos rodeiam. O efeito, a princípio, será emudecer nossos opositores. Se fazemos o bem, não terão de quê nos acusar. Este é o resultado inicial. O texto não vai além desse ponto, mas sabemos que tal testemunho deverá trazer ainda efeitos positivos, tais como a conversão de tais insensatos. Pedro está nos ensinando uma estratégia que deve ser usada diante da oposição. É uma tática aparentemente estranha. É natural que queiramos combater, discutir, protestar diante da "ignorância dos insensatos". Entretanto, Pedro nos diz que devemos nos armar com a prática do bem. Mais uma vez se evidencia o contraste entre o que seria a reação carnal e a reação espiritual diante da oposição humana.


2:16 - "Como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus."
O versículo 16 trabalha com uma antítese : a liberdade e a servidão. O cristão é livre, mas é também servo. Entretanto, devemos nos lembrar de que não existe liberdade absoluta. Nunca existiu para ninguém em tempo algum. Nem Deus é absolutamente livre. Pode parecer estranha a declaração, mas, de fato, Deus está limitado pelo seu caráter, pela sua palavra e pela sua justiça. Ele não pode fazer algo que contrarie os princípios que ele mesmo determinou. Quanto a nós, temos liberdade em Cristo. O próprio complemento nominal "em Cristo" já limita nossa liberdade. Não quero dizer que tal liberdade é insuficiente. De modo nenhum, mas precisamos nos conscientizar dos nossos limites, que por Deus foram delineados para nossa própria proteção. É, portanto, equivocada a posição de quem, apelando para a liberdade cristã, se diz liberado da sujeição às autoridades. Pedro adverte para o uso que se faz da liberdade. Este foi um dom de Deus para os cristãos, mas a nossa parte é o uso que fazemos do dom. Assim, Deus nos dá uma benção, mas podemos desvirtuá-la através da maneira como a utilizamos. O texto nos dá a entender a presença da natureza pecaminosa no cristão, quando menciona a malícia, que está presente em nós, apesar de convertidos, e espera apenas um pretexto para se manifestar. Pensando no trecho de forma global, entendemos que o cristão que é insubmisso às autoridades civis está deixando sua velha natureza se manifestar em seu modo de vida. A palavra do Senhor através de Pedro é no sentido de nos empenharmos na prática do bem, cultivando o "modus vivendi" próprio do cristianismo.

2:17 - "Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei."
A vida cristã deve se refletir em nosso relacionamento vertical, com Deus, e em nossos relacionamentos horizontais, com as autoridades, com os irmãos e, finalmente, com todas as pessoas. Pedro não deixa ninguém de fora. Caso contrário, poderíamos querer enumerar algumas exceções de conformidade com nossas preferências ou incompatibilidades.

B) PROCEDIMENTO CRISTÃO NAS RELAÇÕES DE TRABALHO (2:18-20)


 VISÃO GERAL DO TEMA
 Grande parte de nossas vidas passamos no ambiente de trabalho. Esse é, portanto, um importante setor da vida humana. Precisamos aplicar às relações de trabalho os princípios cristãos como em todas as outras áreas de nossas vidas. Com relação ao trabalho surgem questões diversas porque estamos diante de um ponto crítico das relações humanas. No trabalho emergem problemas relacionados à justiça, ao dinheiro, à honestidade, à fidelidade, etc..


2:18 - Servos, sede submissos, com todo o temor aos vossos senhores, não somente aos bons e cordatos, mas também aos perversos;"
É interessante observarmos que o cristianismo não se propôs a ser um fator de alteração na ordem social vigente. Cristo não se opôs à escravidão, nem os apóstolos o fizeram. Pelo contrário, nesse texto, Pedro aconselha os servos, ou seja, os escravos, a continuarem sujeitos aos seus senhores. Da mesma forma, Paulo aconselhou o escravo Onésimo a retornar ao seu senhor Filemom. Entretanto, o mesmo Paulo disse que os servos que pudessem adquirir sua liberdade de modo lícito, não deveriam perder tal oportunidade (I Cor. 7:21). Aqueles que não o pudessem deveriam, conforme o versículo em análise, continuar em sujeição, como cristãos exemplares. É bom observarmos que o autor está se dirigindo a cristãos da camada mais baixa da sociedade. Isto nos leva a considerar que o evangelho não tem por objetivo trazer a prosperidade no sentido materialista do termo. Os escravos se convertiam e continuavam sendo escravos. Isto não fazia deles cristãos de segunda ou terceira classe. O mais importante é não sermos servos de Satanás. Aí está uma das questões vitais do evangelho e do cristianismo. Finalizando, Pedro mostra que o servo cristão não está dispensado de obedecer ao patrão incrédulo. Mais uma vez está eliminada a exceção que poderíamos inventar.


2:19 - "Porque isto é grato, que alguém suporte tristezas, sofrendo injustamente, por motivo de sua consciência para com Deus."
Novamente, Pedro nos coloca uma questão que contrata com a noção geral do cristianismo. O cristão estará triste algumas vezes. A vida cristã não é, necessariamente, um estado constante de alegria e contentamento. A tristeza e o sofrimento fazem parte desse caminho que escolhemos trilhar. Um dos motivos de sofrimento será a perseguição injusta que muitas vezes será empreendida contra nós. E um dos lugares mais propícios para esse acontecimento é o local de trabalho, principalmente quando nos negamos a participar de um evento ou até nos opomos a cumprir determinada ordem a fim de resguardar nossa consciência e nossa comunhão com Deus.


2:20 - "Pois, que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus."
Vemos nesse texto que todos serão esbofeteados nessa vida, seja por causa do pecado, seja por causa da justiça. Já que não haverá escape, escolhamos o sofrimento pela prática do bem, pois, esse nos trará recompensa diante de Deus.


C) PROCEDIMENTO CRISTÃO NA VIDA CONJUGAL (3:1-7)


 VISÃO GERAL DO TEMA


 Estamos diante de mais um ponto crítico da vida humana. O matrimônio é o encontro de uma das maiores necessidades humanas e também um de seus maiores desafios. O casamento pode ser um dos maiores motivos de felicidade do ser humano, mas pode tornar-se também um de seus maiores pesadelos. As autoridades civis mudam de tempo em tempo. O ambiente de trabalho pode ser também ser trocado. As relações conjugais, porém, não têm essa versatilidade. Um matrimônio mal iniciado ou mal conduzido pode marcar indelevelmente a vida das pessoas envolvidas.


3:1 - Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vossos próprios maridos, para que, se alguns deles ainda não obedecem à palavra, sejam ganhos, sem palavra alguma, por meio do procedimento de suas esposas."
Em toda relação deverá haver o princípio da liderança, que, por sua vez, implicará em autoridade e submissão. Isso não significa superioridade ou inferioridade entre as partes. É uma questão de organização para que haja funcionamento produtivo. Por exemplo, o cérebro controla o funcionamento do coração, mas isto não significa que o coração seja menos importante que o cérebro na vida do organismo. Ambos são vitais e indispensáveis. Entretanto, o coração não pode controlar o funcionamento do cérebro. Não obstante, o cérebro não funcionará sem que o coração lhe forneça a devida irrigação sangüínea. Na vida conjugal, Deus determinou que o homem é o cabeça. O marido é o cérebro. A mulher é o coração. No versículo em questão, Pedro diz que, assim como os servos devem ser submissos aos seus senhores, "igualmente" as mulheres devem ser sujeitas aos seus respectivos maridos. O texto mostra que as mulheres cristãs que possuem maridos ímpios não estão dispensadas de sua sujeição a eles. Não devem também se posicionar como superiores na tentativa de lhes impor a pregação do evangelho. Sua mensagem deve ser através de sua vida irrepreensível.


3:2 - "ao observarem o vosso honesto comportamento cheio de temor.”.
A mensagem que se prega pela prática do bem tem longo alcance. Até aqueles que não nos dão oportunidade de falar estão sempre observando nossa maneira de viver. O temor do Senhor é colocado como o motivo do comportamento honesto.


3:3 - "Não seja o adorno das esposas o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário;"
Pedro não proíbe o adorno exterior, como muitos interpretam, mas ensina que este não deve ser o ilusório substituto da beleza interior.


3:4 - "seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus."
O versículo chama nossa atenção para valores que agradam a Deus. Se as esposas colocarem como prioridade e alvo os valores espirituais, conseqüentemente agradarão seus maridos.


3:5 - "Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram outrora as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seus próprios maridos."
Nesse ponto, o autor apela para o exemplo das mulheres do passado. O exemplo é um eficiente meio de ensino. Muitos relatos históricos da Bíblia têm o objetivo de servir como exemplo para nossas vidas.


3:6 - "Como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma.”.
Normalmente, Abraão é citado como exemplo de fé. Nesse texto, Sara é mencionada como exemplo para outras servas de Deus. Sua posição de obediência a seu marido era tal que ela lhe chamava de senhor. Entendemos por esse texto a amplitude do significado da submissão da mulher ao esposo.


3:7 - "Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, por isso que sois juntamente herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações."
Agora, Pedro passa a se referir aos esposos. Os deveres conjugais não pesam apenas sobre a esposa. O marido também deve observar uma série de normas. O fato de estar em posição de autoridade não o autoriza a abusar dessa autoridade. A esposa não deve ser tratada como alguém inferior. O autor recomenda o uso do discernimento e consideração no tratamento conjugal. A mulher é apresentada aqui como igual ao homem no que diz respeito à vida espiritual. E esse setor ficará prejudicado se não houver uma relação conjugal de entendimento e respeito.

 D) PROCEDIMENTO CRISTÃO NA VIDA COMUM (3:8-12)


VISÃO GERAL DO TEMA


 3:8 - "Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes,"
A vida cristã não diz respeito apenas ao nosso relacionamento com Deus, mas também se aplica aos nossos relacionamentos humanos. Nesse versículo são mencionados fatores indispensáveis ao bom andamento das nossas relações : ânimo, compaixão, amizade (amor fraternal), misericórdia e humildade.


3:9 - "não pagando mal por mal, ou injúria por injúria; antes , pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança."
Nesse ponto, aprendemos que nossa maneira de tratar os outros não deve ser sempre um reflexo do tratamento que recebemos. Continuando o pensamento do verso anterior, os fatores ali mencionados devem continuar sendo aplicados, mesmo que as outras pessoas não estejam agindo dessa forma. O texto mostra um tipo de vida que está na contramão da mentalidade do mundo. Tal ensinamento está totalmente coerente com o Sermão da Montanha, onde Jesus manda que amemos os nossos inimigos. Pagar o mal com o bem é a forma determinada por Deus para impedir que o mal continue se multiplicando indefinidamente. Quando o mal é feito contra o cristão, este deve colocar um ponto final na trajetória do mal e iniciar o fluxo do bem. Se nos deixarmos levar pelo desejo de vingança, entraremos em um ciclo vicioso: a vingança gerará vingança, violência gerará violência, até que alguém resolva interromper esse processo maligno através do perdão. É interessante notarmos que, quem age dessa forma, receberá, por isso, um galardão da parte do Senhor. Novamente nos vem à lembrança o Sermão da Montanha: "Bem-aventurados os pacificadores porque eles serão chamados filhos de Deus.”.


3:10 - "Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes, refreie a sua língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente;"
Quem quer ? São muitos os que querem. Querem que a sorte lhes sobrevenha. Querem que coisas boas lhes aconteçam. Querem ser felizes e bem sucedidos. Todos querem muitas e muitas coisas. Mas como se pode alcançar tudo isso? Não será por obra do acaso. Quem quer colher bons frutos deve plantar boas sementes. Quem quer uma vida feliz tem algumas providências a tomar: refrear sua língua. Muitos males na vida humana ocorrem na seguinte seqüência: primeiro ocorre um pensamento, depois se fala na questão, a seguir passa-se para a prática. Os pensamentos são de difícil controle. Alguns vêm de modo imprevisível e não podem ser evitados, mas devem ser repudiados imediatamente. Quando chegamos a falar o mal, é porque já o alimentamos em nossos corações. E como "as más conversações corrompem os bons costumes", o próximo passo será cometer o ato pecaminoso. Pedro nos aconselha a refrear nossas línguas. Assim, evitaremos muitos males em nossas vidas.


3:11 - "aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la."
A vida cristã nos apresenta desafios. Alguns dizem respeito ao que devemos evitar. São as proibições que a Bíblia contém. Entretanto, o cristão não deve ser conhecido apenas por deixar de fazer isso ou aquilo. Se deixamos a prática do mal, devemos nos aplicar na prática do bem, pois, "quem sabe fazer o bem e não o faz comete pecado." Acho que nossos maiores erros estão vinculados a essa questão. Não fumamos, não bebemos, não prostituímos, não matamos, nem roubamos. Mas, em compensação, não evangelizamos, não ajudamos, não oramos, não lemos a Bíblia, etc. Se derrubamos uma árvore má, devemos plantar uma árvore boa em seu lugar. Se deixamos o mal, devemos praticar o bem. O texto usa as palavras: pratique, busque e empenhe-se. Vemos aí subentendida a questão da persistência que devemos ter na vida cristã, mesmo diante das dificuldades que se apresentarem.


3:12 - "Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males."
Tudo o que dissemos deve ser relacionado com esse último versículo. O Senhor está atento às nossas vidas, e nos dará a recompensa de acordo com os nossos atos.

BIBLIOGRAFIA

BÍBLIA SAGRADA
Versão Revista e Atualizada - Tradução de João Ferreira de Almeida
Sociedade Bíblica do Brasil

ESTRATAGEMA DE DEUS - A GRAÇA DA GARÇA AO VIVO


Breve biografia de John Wesley


Trabalho missionário dá frutos no Oriente Médio



Um missionário local no Oriente Médio, cujo nome não pode ser divulgado por questões de segurança, louva a Deus pelo trabalho desenvolvido naquela região e manda ótimas notícias do campo missionário, onde o Evangelho tem sido anunciado e vidas têm se rendido ao Salvador.
Em novembro, irmãos de várias igrejas de um país do Oriente Médio se reuniram em uma conferência, o que foi uma ótima oportunidade de confraternização e comunhão entre eles. Também foi organizado um encontro para diáconos.
“Esses eventos foram muito salutares para todos, já que são os primeiros do tipo aqui”, diz o missionário. “Nós oramos para abençoar os organizadores da conferência e para Ele abençoar os diáconos e suas famílias, assim como os pastores”, acrescenta.
O missionário conta que há vários crentes que precisam ser batizados. Ele pede oração para que eles tenham coragem e força para obedecer à ordenança de Deus e serem membros na igreja local.
Os irmãos da igreja estão estudando o livro de 1Pedro, e isso tem sido uma bênção em suas vidas.
Além disso, o missionário conta que a igreja onde atua recebeu doações de cadeiras de rodas e andadores de uma organização dos Estados Unidos.
“Ore por nós e por esse ministério humanitário que deverá apoiar o nosso, para a glória de Deus”, pede o obreiro.
Por fim, o missionário pede oração por ele e pelos irmãos do Oriente Médio, uma vez que a onda de protestos que tomou conta da região afeta a segurança de todos.
“Interceda conosco, uma vez que a segurança está ameaçada e muito sensível”, conclui.
Fonte: JMN
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Pastor americano combaterá o analfabetismo bíblico com “40 Dias de Palavra”



O pastor Rick Warren da Mega Igreja de Saddleback começará um estudo chamado de os “40 dias de Palavra”, que tem como objetivo principal combater o analfabetismo Bíblico, através de pequenos grupos. Warren disse em um vídeo que esta nova campanha tem três metas para “a família de nossa igreja”.
“Primeiro de tudo, aprender a amar a Palavra mais do que tudo em sua vida, aprender a Palavra de uma maneira que nunca tinha aprendido antes.
E eu quero que você viva a Palavra como você nunca experimentou antes
”, disse Warren no pequeno vídeo postado no site da igreja.
“A Bíblia diz que a Palavra de Deus, foi dada para transformar nossas vidas, e não simplesmente para informar nossas vidas”, diz aos telespectadores. “Não foi dada para aumentar nosso conhecimento, mas para mudar nossas vidas”, observa Warren.
Quando um homem perguntou a Warren sobre a melhor tradução da Bíblia, Warren disse, “a melhor tradução é quando se traduz em sua vida… Você deve ser uma Bíblia viva.”
Warren lamentou nesta quarta-feira durante um webcast de final do ano “que os americanos são analfabetos bíblicos”.
“Eles não conhecem a Palavra de Deus… geração de nossos pais conheciam a Palavra de Deus muito bem. Minha geração sabia um pouco. A próxima geração não sabe nada sobre isso “, lamentou Warren.
Como esta o seu conhecimento bíblico?

Confira a lista dos países que mais perseguem cristãos no mundo


A lista de “Classificação de Países por Perseguição”, publicada pelos ministérios Portas Abertas e Compass International, não traz grandes mudanças este ano em relação ao ano passado.
A Coreia do Norte, pelo 11º ano seguido, é o país que mais persegue os cristãos no mundo. As nações de maioria islâmica ocupam 38 das 50 posições na Classificação.
Os dez lugares mais difíceis para um cristão viver em 2012 são:
1. Coreia do Norte
2. Afeganistão
3. Arábia Saudita
4. Somália
5. Irã
6. Maldivas
7. Uzbequistão
8. Iêmen
9. Iraque
10. Paquistão
O Laos foi o único país que deixou a lista dos dez primeiros, e pela primeira vez o Afeganistão está entre o top 10. Um dos principais motivos para isso foi o ministro cristão Shahbaz Bhatti ser assassinato porque tentou alterar a Lei da Blasfêmia no país.
A Coreia do Norte é um país comunista, com uma “religião” que idolatra seus antigos líderes, como Kim II-Sung e Kim Jong-II, que morreu no final do ano passado. Qualquer pessoa que adore “outro deus” é perseguida. Calcula-se que existem 200.000 a 400.00 cristãos no país. Entre 50 e 70 mil deles estão presos em campos de prisioneiros.
“Com Kim Jong-Un assumindo o poder, é muito difícil determinar como será a vida dos cristãos nessa nova fase”, disse Carl Moeller, presidente do Portas Abertas nos EUA.
“A situação continua perigosa para os cristãos. Devemos orar pela Coreia do Norte, para que todos os cristãos tenham a liberdade de adorar a Deus, e não a Kim Jong-II e Kim II-Sung”, completou.
O país que mais subiu posições na atual da Classificação foi o Sudão, que subiu 19 posições.
O Sudão do Sul, de maioria cristã, se tornou um país independente em 2011. Isso fez com que os cristãos do Sudão fossem ainda mais massacrados pelo governo do presidente Omar al-Bashir.
Quando o presidente mudou a constituição do país, tornou a nação mais islâmica.
A Nigéria também teve um crescimento rápido, pulando 10 posições. No ano passado, mais de 300 cristãos foram mortos. Desde 2009 a seita muçulmana radical Boko Haram destruiu mais de 50 igrejas e matou 10 pastores.
O Egito, que ainda luta para que a nova realidade do país se estabeleça definitivamente, subiu 4 posições. O futuro dos cristãos no país é nebuloso.
Estima-se que existam 80 milhões de cristãos na China, que seria assim a maior nação cristã do mundo, mais ainda sofre com a perseguição. Um fato a comemorar é que os pastores de igrejas nos lares parecem ter aprendido a lidar com a perseguição do governo, fazendo com que sua classificação caísse da 16º para a 21º posição.
No Irã há um crescimento da Igreja em meio à perseguição. Um pastor iraniano afirmou que: “Não estaríamos crescendo se não tivéssemos pagando o preço pelo nosso testemunho”.
A lista com a Classificação de Perseguição é publicada desde 1993. É baseada em um questionário desenvolvido para medir o grau de perseguição em mais de 60 países.
Os questionários são preenchidos pelas pessoas da missão Portas Abertas que trabalham nos países, e os dados são cruzados com peritos independentes. Assim, chega-se a uma pontuação quantitativa por país. A lista classifica os países de acordo com pontos recebidos.
Estima-se que 100 milhões de cristãos em todo o mundo sofrem com mortes, prisão, interrogatório por causa de sua fé em Cristo. Milhões de outras são vítimas de discriminação em grande parte das nações do planeta.
Traduzido e adaptado de Open Doors

Produtor da Playboy se converte ao cristianismo



Donny Pauling trocou o mercado milionário da indústria pornô e resolveu fazer um curso de pastor para poder “reprogramar seu cérebro” que trabalhou por oito anos como produtor de filmes pornográficos, atividade que lhe rendeu muito sucesso, mas o fez perder o casamento.
Ele conta que foi se envolvendo com o mercado depois que passou a ter acesso à internet e em pouco tempo já estava viciado. Foi então que ele resolveu chamar mulheres para fotografar em seu escritório e assim passou a ser um dos produtores mais bem pagos da Playboy.
Um certo dia Pauling recebeu a proposta de ganhar 4 mil dólares por dia para produzir um reality show lésbico, quando saiu da reunião ele entrou em seu carro e fez uma oração. “Eu estava como que falando com Deus: não importa o que ele faça, abençoa”, disse ele para a LifeSiteNews.com.
Depois dessa oração ele disse que se sentiu como se fosse atingido por um raio de eletricidade e essa experiência mudou sua vida para sempre. Mesmo sendo filho de pastor pentecostal o produtor passou a ater ódio de cristãos e do próprio cristianismo, pois testemunhou a hipocrisia de muitos líderes que tinham contato com seu pai.
Mas nos últimos anos ele vinha sendo evangelizado pelos membros da XXX Church, que participavam de feiras do ramo para evangelizar pornógrafos, estrelas pornôs e prostitutas. “Em vez de ficarem do lado de fora protestando e segurando cartazes dizendo às pessoas que Deus estava enviando-as ao inferno, os membros da XXX Church estavam dentro [das convenções] armando estandes e fazendo maquiagem nas moças”, lembra ele.
O discurso desses evangélicos não era de condenação. “Eles diziam que elas eram belas e que Deus as amava, e que não havia nada que eles pudessem fazer que poderia mudar isso, e que Ele queria mais para elas”. Depois de presenciar cenas como essa, Paulo disse que se tivesse de ser cristão, “esse é o tipo de cristão que eu queria ser”, até que em setembro de 2006 Donny Pauling decidiu entregar sua vida para Jesus e abandonar de vez esse trabalho.
Hoje ele não tem a intenção de comandar uma congregação e até montou uma empresa de marketing. Mas ele passou a viajar por diversos lugares do mundo falando sobre a realidade da indústria pornográfica e como superar esse vício.
“Muitas pessoas não pedem ajuda porque estão paradas se sentindo culpadas sobre suas ações, dizendo, ‘aí vou eu, fiz tudo de novo’”, diz ele que ensina aos viciados a procurarem uma pessoa de confiança para falar sobre esse vício.
“Penso que precisamos compreender que, embora o pecado realmente nos separe de Deus, Ele ainda os ama. Não importa o que eles estão fazendo. O amor dEle não muda. Não é condicional”.
Fonte: Gospel Prime